- O Palmeiras tem sete campeões da CONMEBOL Libertadores no elenco, dois com o próprio 'Verdão' e outros cinco que conseguiram o feito com outros clubes.
- No Estudiantes, Marcos Rojo, campeão em 2009, pode repetir o título com a mesma camisa 17 anos depois. Além disso, somam-se dois campeões com outro clube argentino.
Quando Palmeiras e Estudiantes entrarem em campo no Estádio Centenário para a Final do sábado, 28 de novembro, vários de seus protagonistas já saberão o que é levantar a CONMEBOL Libertadores. No elenco do 'Verdão' há sete campeões do torneio: dois venceram com o próprio clube e cinco, com outras camisas. No do 'Pincha' estão Marcos Rojo, que comemorou em 2009 com a mesma que defende agora, e Lucas Alario e Ramiro Funes Mori, que fizeram o mesmo com o River em 2015. E no banco do Palmeiras está um técnico que já foi campeão duas vezes, uma delas no mesmo estádio.
Gómez e Piquerez, os que já comemoraram com o 'Verdão'
Gustavo Gómez é o capitão e o jogador mais vitorioso da história do Palmeiras: com o clube soma 13 títulos, entre eles as CONMEBOL Libertadores de 2020 e 2021. Nesta edição, voltou a aparecer em uma noite decisiva, com a cabeçada do 1 a 0 contra o Cerro Porteño na Nueva Olla, aos 41' do primeiro tempo e após escanteio de Jhon Arias, que garantiu a vaga nas Quartas de Final. Se o Palmeiras vencer em Montevidéu, o zagueiro será o jogador paraguaio com mais títulos do torneio: hoje divide a marca, com dois, com Ever Hugo Almeida, Francisco Arce, Catalino Rivarola, Celso Ayala e Jorge Guasch.
Joaquín Piquerez completa a lista dos que já a conquistaram com o 'Verdão'. O lateral uruguaio foi titular na Final de 2021, o 2 a 1 sobre o Flamengo no próprio Centenário, e nesta campanha usou a braçadeira de capitão no jogo de volta das Quartas de Final contra a LDU, no qual Gómez não pôde jogar por acúmulo de cartões amarelos. "Sempre estive muito perto do Gustavo, tentando seguir o caminho dele", contou depois daquela série.
De Arias a Felipe Anderson, por uma segunda camisa
Os outros cinco ganharam a Copa com outros clubes e, em Montevidéu, podem repetir o feito com uma segunda camisa. Jhon Arias foi campeão em 2023 com o Fluminense: foi uma peça-chave do time de Fernando Diniz e, na Final contra o Boca no Maracanã, participou da jogada do primeiro gol, o de Germán Cano. Depois de uma passagem pelo Wolverhampton, voltou ao Brasil em fevereiro para se juntar ao Palmeiras. Com um título em Montevidéu, alcançará os dois de Óscar Córdoba, Jorge Bermúdez, Mauricio Serna, Alexis Henríquez e Orlando Berrío, os colombianos mais vitoriosos do torneio.
Marlon Freitas e Alexander Barboza chegaram com uma história parecida: em 2024 conquistaram a CONMEBOL Libertadores com o Botafogo, o volante como capitão. Os dois se juntaram ao Palmeiras neste ano e fizeram parte da classificação contra o Fluminense: Marlon Freitas marcou o 2 a 0 do jogo de ida das Semifinais no Maracanã, aos 40' do segundo tempo, e na volta, no Nubank Parque, cobrou o pênalti que fechou a disputa. Barboza, que chegou em maio, foi titular na defesa naquela noite.
Andreas Pereira e Felipe Anderson completam o grupo. O primeiro recebeu a medalha de campeão da edição 2022 com o Flamengo, embora tivesse deixado o clube em julho, antes da Final, e nesta campanha fechou o 4 a 1 sobre o Junior com o qual o Palmeiras garantiu a vaga nas Oitavas de Final. Felipe Anderson integrou, ainda jovem, o Santos campeão de 2011, o de Neymar e Paulo Henrique Ganso, e no jogo de ida das Semifinais deu de cabeça o passe para o 2 a 0 de Marlon Freitas.
Os dois elencos também têm campeões da CONMEBOL Sudamericana. No Palmeiras está Khellven, que a conquistou em 2021 com o Athletico Paranaense; no Estudiantes, Baltasar Rodríguez, campeão em 2024 com o Racing, com o qual também levantou a CONMEBOL Recopa 2025.
Rojo, 17 anos depois
No Estudiantes, a experiência de ter levantado a CONMEBOL Libertadores com a mesma camisa tem nome e sobrenome. Marcos Rojo, revelado pelo clube, integrou o elenco de Alejandro Sabella que conquistou a edição 2009 e nesta temporada voltou a La Plata para as noites decisivas. No jogo de volta das Semifinais, no Maracanã, Alexander Medina o escalou como lateral esquerdo, aos 36 anos, e o 'Pincha' segurou o 0 a 0 contra o Flamengo com dez jogadores até se classificar nos pênaltis. "É uma loucura a forma como tudo aconteceu. Disputar esse jogo incrível, com esses monstros, neste estádio", disse depois.
Sua história repete um precedente do clube. Em 2009, Sabella contou a partir das Semifinais com Rolando Schiavi, um zagueiro experiente que foi titular contra o Nacional e nas duas Finais contra o Cruzeiro e levantou o troféu no Mineirão. Dezessete anos depois, aquele jovem do elenco campeão ocupa esse lugar. Rojo, que em 2023 não pôde jogar a Final pelo Boca e em 2025 chegou às Semifinais com o Racing, pode ganhar sua segunda CONMEBOL Libertadores com a mesma camisa da primeira, a do clube presidido por Juan Sebastián Verón, outro dos destaques daquele time.
Alario e Funes Mori, goleadores na Final de 2015
Rojo não é o único campeão do elenco. Lucas Alario e Ramiro Funes Mori conquistaram a edição 2015 com o River e marcaram no jogo de volta da Final contra o Tigres, no Monumental: o atacante abriu o 3 a 0 de cabeça e o defensor marcou o terceiro. O zagueiro, que com o River também levantou a CONMEBOL Sudamericana 2014, apareceu na reta final desta campanha, contra o Corinthians nas Quartas de Final e no jogo de ida das Semifinais contra o Flamengo, no qual o 'Pincha' não sofreu gols. Em Montevidéu, os dois podem conquistá-la com um segundo clube.
Abel, em busca da marca de Zubeldía
No banco também há um campeão. Abel Ferreira venceu a CONMEBOL Libertadores 2020, com o 1 a 0 sobre o Santos no Maracanã, e a de 2021, com o 2 a 1 sobre o Flamengo no Centenário. Se somar a terceira, alcançará Osvaldo Zubeldía no segundo degrau dos técnicos mais vitoriosos do torneio, atrás de Carlos Bianchi, que tem quatro. Para isso, terá de vencer justamente o clube com o qual Zubeldía conquistou as suas, em 1968, 1969 e 1970. Do outro lado, Alexander Medina comandará o time em sua primeira Final, no ano em que quebrou a barreira das Semifinais.
A Final de Montevidéu também reserva histórias pessoais. Para Gómez, pode ser um recorde; para outros sete campeões, a Copa com um segundo clube; para Rojo, o reencontro com 2009; para Abel, um lugar ao lado de Zubeldía. E, para a maioria dos que estarão em campo, a primeira.