- O Estudiantes sofreu apenas sete gols em onze partidas na atual edição da CONMEBOL Libertadores e saiu de campo sem ser vazado em três dos últimos quatro confrontos pelas Fases Eliminatórias.
- Com diferentes protagonistas e alternativas que corresponderam às expectativas diante das ausências, a equipe argentina construiu, a partir de sua defesa, uma das principais bases de seu sonho continental ainda vivo.
A mística do Pincha na CONMEBOL Libertadores encontra no fator casa um de seus principais refúgios. Mas, além disso, no aspecto coletivo, a equipe comandada por Alexander Medina construiu sua campanha sobre uma estrutura defensiva que combina firmeza, opções e capacidade de adaptação.
Uma linha defensiva construída com diferentes peças
O León percorreu um caminho sinuoso até as Semifinais da competição de clubes mais importante do continente. Sua última linha defensiva passou por mudanças, mas sempre manteve uma ideia, uma organização e uma forma de competir. Assim, a equipe de La Plata chegou ao confronto contra o Flamengo, atual campeão, tendo permitido apenas 132 toques dos adversários dentro de sua área — uma média de 13,2 por partida, a terceira menor marca desde o início da Fase de Grupos. Como mandante, no Estádio Jorge Luis Hirschi, esse número caía para oito.
Gastón Benedetti é o segundo jogador com mais partidas disputadas na atual edição (nove). Sua presença constante pelo lado esquerdo foi uma das marcas da campanha, na qual o também argentino Eric Meza teve papel importante — participou de dez jogos — até perder a titularidade para Eros Mancuso na partida de volta das Oitavas de Final contra a Universidad Católica. Desde que entrou na equipe, o lateral contribuiu com duas assistências: na vitória por 3 a 0 sobre o time chileno e no empate por 1 a 1 no jogo de ida contra o Corinthians.
Santiago Núñez, Leandro González Pírez e Tomás Palacios somam oito participações cada um. Palacios, que atuou como lateral esquerdo na partida de volta contra o Timão, deu a assistência para o gol de Alexis Castro na Neo Química Arena.
Núñez, um dos destaques do jogo de ida das Semifinais contra o Flamengo, encontrou seu espaço no esquema de Medina na quinta rodada, quando foi titular justamente contra o Mengão, no Rio de Janeiro. Desde então, não voltou a deixar a formação inicial.
Experiência, reposição e alternativas
Ramiro Funes Mori, campeão da CONMEBOL Libertadores em 2015 com o River Plate, surgiu como uma alternativa experiente nas duas últimas partidas, somando minutos contra o Corinthians e ajudando a sustentar a defesa diante da equipe de Leonardo Jardim. Até mesmo o jovem Valentín Pierani, zagueiro formado nas categorias de base do clube, fez sua estreia internacional na vitória por 3 a 0 sobre a Universidad Católica.
A essa lista se soma Santiago Arzamendia, que se recuperou da ruptura do ligamento cruzado anterior do joelho direito sofrida em dezembro passado. O lateral direito foi titular na edição de 2025 — encerrada com a eliminação diante do Fla nas Quartas de Final — e, após passar pelo processo de recuperação, ficou no banco de reservas no jogo de ida das Semifinais.
A fortaleza que o Estudiantes construiu em La Plata tem na defesa um de seus pilares fundamentais. O Pincha tem motivos para sonhar graças a uma linha defensiva que oferece respostas, encontra alternativas e faz da solidez um de seus principais cartões de visita diante do continente.