Palmeiras e Estudiantes serão os protagonistas da Final da CONMEBOL Libertadores

Palmeiras, finalista de la CONMEBOL Libertadores
  • Palmeiras e Estudiantes se enfrentarão no próximo dia 28 de novembro, no Estádio Centenario, em Montevidéu, no Uruguai, pela Final da edição 2026 da CONMEBOL Libertadores.
     
  • O único registro histórico entre as equipes na competição remonta à Final de 1968, quando disputaram a partida de desempate justamente no Centenario, que garantiu ao Pincha seu primeiro título no torneio mais prestigiado do continente.

A 'Glória Eterna' chegou à última etapa de sua jornada continental. Estudiantes de La Plata e Palmeiras decidirão o próximo campeão da competição em um palco mítico e histórico. A equipe argentina tentará conquistar seu quinto título, enquanto o representante brasileiro buscará sua quarta taça. Sem dúvida, será um duelo entre dois gigantes do futebol sul-americano.

As duas semifinais tiveram um denominador comum: ambas foram decididas nos pênaltis. O Palmeiras, jogando em casa, superou sua segunda fase consecutiva pela mesma via e eliminou o Fluminense — campeão da edição de 2023 — para garantir vaga em sua quarta Final nas últimas sete participações na competição.

O Estudiantes, que resistiu no Maracanã com um jogador a menos diante do Flamengo, surpreendeu o atual campeão com Fernando Muslera em atuação imperial no gol. O uruguaio defendeu as cobranças de Jorginho, Lucas Paquetá e Bruno Henrique e levará o time de La Plata de volta a uma decisão após 17 anos de espera.

O caminho até Montevidéu

O Palmeiras iniciou sua trajetória continental como atual vice-campeão. O Verdão, derrotado pelo Flamengo na Final de 2025, avançou da Fase de Grupos na segunda colocação, atrás do Cerro Porteño, com 11 pontos, conquistados em três vitórias, dois empates e uma derrota — justamente para a equipe paraguaia. O 'Ciclón' voltou a cruzar seu caminho nas Oitavas de Final, mas, desta vez, a classificação ficou com o time de Abel Ferreira: empate por 1 a 1 em São Paulo e vitória por 1 a 0 em Assunção.

Nas Quartas de Final, o adversário foi a LDU, um obstáculo difícil de superar. A equipe paulista venceu por 1 a 0 em casa, mas perdeu por 3 a 2 no Equador. Carlos Miguel, seu goleiro, foi decisivo na disputa de pênaltis e defendeu duas cobranças para garantir mais um passo do Palmeiras rumo à decisão.

As Semifinais seguiram um roteiro semelhante. O Palmeiras venceu o Fluminense por 2 a 1 no Maracanã, com gols de José Manuel López e Marlon Freitas; Natã descontou para o Flu. No jogo de volta, um gol nos minutos finais de Hércules garantiu a vitória da equipe carioca. Mais uma vez, porém, brilhou a estrela do gigante Carlos Miguel.

O goleiro brasileiro defendeu a cobrança de Nonato e selou a classificação do Verdão para mais uma Final da CONMEBOL Libertadores, coroando mais um capítulo da trajetória de Abel Ferreira no comando da equipe.

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El Pincha celebra en el Maracaná

A campanha do Estudiantes teve altos e baixos, mas, fiel à sua história, a equipe cresceu na Fase Eliminatória. Na primeira etapa, em um grupo que também contava com o Flamengo, sofreu para avançar: terminou na segunda colocação do Grupo A, com nove pontos, dois a mais que o Independiente Medellín. Nas Oitavas de Final, enfrentou a surpreendente Universidad Católica. Em La Plata, o jogo de ida terminou empatado por 1 a 1, com gol de Joaquín Tobio Burgos. Na volta, o León foi contundente e venceu por 3 a 0, com um gol de Joaquín Correa e dois de Guido Carrillo, que se tornou o maior artilheiro do clube na história da competição.

Nas Quartas de Final, o adversário foi o Corinthians, e Alexis Castro brilhou. O meio-campista marcou no empate por 1 a 1 no jogo de ida e fez o gol decisivo na vitória por 1 a 0 na partida de volta. Nas Semifinais, o desafio foi ainda maior: enfrentar o atual campeão, Flamengo.

Os 180 minutos foram marcados pelo equilíbrio: empate por 0 a 0 no Estádio Jorge Luis Hirschi e novo 0 a 0 no Maracanã, onde o Estudiantes resistiu com um jogador a menos durante todo o segundo tempo. Na disputa de pênaltis, Fernando Muslera, o goleiro uruguaio, surgiu como o herói de que a equipe de La Plata precisava. Defendeu três cobranças, todas à sua direita, e abriu caminho para a vitória do Estudiantes por 3 a 2, garantindo o retorno à decisão de um torneio continental após 17 anos de espera. A última havia sido na conquista de 2009, também contra um adversário brasileiro: o Cruzeiro.