- O Estudiantes venceu o Flamengo nos pênaltis e se classificou para a Final da CONMEBOL Libertadores 2026.
- Marcos Rojo foi titular e, assim como em 2009, o ‘Pincha’ se reforçou com um defensor que teve papel importante em sua campanha continental.
Rolando Schiavi precisou de apenas quatro partidas para garantir seu lugar entre os grandes nomes da história do Estudiantes de La Plata. Em junho de 2009, quando o ‘Pincha’ já estava entre os quatro melhores da CONMEBOL Libertadores, Alejandro Sabella precisava reforçar uma defesa castigada pelas lesões. A solução veio do Newell’s Old Boys: um empréstimo que duraria enquanto o sonho continental permanecesse vivo. O ‘Flaco’ chegou para disputar as Semifinais e uma possível Final. Algumas semanas depois, ergueu o troféu mais cobiçado no Mineirão.
As ausências de Agustín Alayes e Marcos Angeleri, somadas aos problemas físicos de Christian Cellay e Raúl Iberbia, haviam reduzido as opções do treinador. Schiavi se adaptou de imediato, formou a dupla de zaga com Leandro Desábato e foi titular nos dois jogos contra o Nacional e nas duas partidas da Final diante do Cruzeiro. Sua passagem foi breve, mas sua contribuição bastou para vinculá-lo para sempre à quarta conquista continental do clube.
Dezessete anos depois, o Estudiantes voltou a apostar em um defensor experiente para encarar os jogos que definem uma campanha. Marcos Rojo tinha, além disso, uma ligação especial com aquela lembrança: já havia conquistado a CONMEBOL Libertadores de 2009 como integrante do elenco de Sabella. Agora, aos 36 anos, a mesma idade com que Schiavi chegou a La Plata, retornou para contribuir com sua experiência na busca por um novo título. O jovem daquela conquista passou a ocupar o papel do reforço a quem se recorre nas noites decisivas.
Rojo também tinha um retrospecto muito mais recente diante da equipe brasileira. Um ano antes, havia disputado as Semifinais pelo Racing, justamente contra o Flamengo. Aquele confronto terminou com a classificação do time carioca, que venceu por 1 a 0 no Maracanã e segurou o empate sem gols em Avellaneda. Desta vez, com a camisa do Estudiantes, o defensor pôde comemorar diante do mesmo adversário que havia interrompido seu sonho em 2025.
No Maracanã, Alexander Medina surpreendeu ao escalá-lo como titular na lateral esquerda de uma equipe que manteve o empate sem gols mesmo após a expulsão de Baltasar Rodríguez. O Estudiantes resistiu com dez jogadores e teve em Fernando Muslera o protagonista da disputa por pênaltis: o uruguaio defendeu três cobranças para garantir a vitória por 3 a 2 e o retorno à Final.
“É uma loucura a forma como tudo aconteceu. Disputar esse jogo incrível, com esses monstros, neste estádio. A emoção que sinto é inexplicável, não sei se alguma vez senti isso na minha carreira. Estar aqui é uma felicidade enorme para mim, é um orgulho jogar com esses companheiros, pela maneira como demos a vida, como corremos atrás de cada bola”, declarou Rojo após a classificação.
Suas palavras destacaram a entrega coletiva e a convicção com que o Estudiantes encarou a visita ao Maracanã. “Sabíamos que enfrentaríamos um grande adversário, mas nunca nos intimidamos, sempre fomos para cima, com as nossas armas, e estamos muito felizes com a classificação”, acrescentou o defensor, que voltou a comemorar uma classificação continental com o clube onde começou a carreira.
O próximo desafio será o Palmeiras, no dia 28 de novembro, no Estádio Centenário de Montevidéu. Na capital uruguaia, o Estudiantes buscará sua quinta CONMEBOL Libertadores, no mesmo palco onde conquistou a primeira. A história de Schiavi já teve seu desfecho, e Rojo escreverá o seu no próximo dia 28 de novembro.