- Foi titular pelo Atlético Mineiro na Final da CONMEBOL Libertadores 2024, contra o Botafogo, e em janeiro de 2025 se transferiu para o Boca.
- Operado do tendão de Aquiles em fevereiro deste ano, voltou em outubro, foi titular no Maracanã e pode enfrentar seu ex-clube.
Rodrigo Battaglia tinha acabado de voltar a jogar no futebol argentino e já pensava em fazê-lo na CONMEBOL Sudamericana. "Se eu tiver que jogar na terça, estou pronto", disse depois de completar os 90 minutos contra o Talleres, no último dia 16 de outubro, oito meses após a cirurgia no tendão de Aquiles. A terça-feira era o dia do jogo de volta das Semifinais da CONMEBOL Sudamericana contra o Vasco da Gama, no Maracanã, e Rodolfo Arruabarrena o escalou como titular. O Boca venceu por 3 a 1 e vai disputar a Final do sábado, 21 de novembro, no Estádio Metropolitano Roberto Meléndez, em Barranquilla, contra um rival que o volante conhece de cor: o Atlético Mineiro, equipe com a qual disputou a Final da CONMEBOL Libertadores 2024.
Foi em 30 de novembro daquele ano, no Estádio Monumental de Buenos Aires. O Botafogo, rival do 'Galo', jogou com dez homens desde o início pela expulsão de Gregore e, mesmo assim, venceu por 3 a 1: Luiz Henrique e Alex Telles, de pênalti, marcaram no primeiro tempo; Eduardo Vargas descontou aos 2' do segundo tempo, e Júnior Santos selou o placar nos acréscimos. Battaglia foi titular na linha de três zagueiros de Gabriel Milito, entre Lyanco e Junior Alonso. Ao fim da noite, resumiu tudo em uma frase: "Tínhamos o sonho de conquistar a Copa, mas morremos de pé".
Ele havia chegado a Belo Horizonte em abril de 2023, vindo do Mallorca, depois de quase uma década no futebol de Portugal e da Espanha, com passagens por Braga, Sporting e Alavés, entre outros clubes. Nascido em Morón e com estreia no Huracán, tinha construído seu nome como volante e, com Milito, passou a jogar como zagueiro. Nessa posição, foi uma das peças da campanha de 2024, na qual o 'Galo' venceu seu grupo e eliminou San Lorenzo, Fluminense e River Plate. Contra o San Lorenzo, nas Oitavas de Final, foi ele quem desequilibrou o confronto: no jogo de volta, em Belo Horizonte, marcou de cabeça o 1 a 0, após cruzamento de Gustavo Scarpa. Ao fim da edição, integrou a seleção ideal do torneio, ao lado de oito jogadores do campeão.
Em janeiro de 2025, transferiu-se para o Boca, onde veste a camisa 6. A temporada de 2026 lhe impôs uma prova longa: em plena pré-temporada, sofreu uma lesão no tendão de Aquiles e, em 2 de fevereiro, foi operado, com previsão de pelo menos seis meses de recuperação. Voltou em meados de outubro, na vitória por 2 a 1 sobre o Talleres na Bombonera, e, ao fim da partida, falou sobre o quanto havia custado o retorno: "Quero agradecer a quem me ajudou a me recuperar, foi uma lesão dura, estou muito feliz pela vitória e por completar 90 minutos".
Enquanto ele se recuperava, o Boca construiu seu caminho nesta CONMEBOL Sudamericana: chegou depois da Fase de Grupos da CONMEBOL Libertadores, com Arruabarrena no banco desde junho, e eliminou o O'Higgins nos pênaltis, o Deportivo Recoleta e o São Paulo antes de cruzar com o Vasco da Gama nas Semifinais.
Naquela noite no Rio de Janeiro, o Boca precisava reverter a derrota por 1 a 0 no jogo de ida, na Bombonera, e conseguiu: Lautaro Di Lollo empatou o confronto aos 3' do primeiro tempo, e Miguel Merentiel ampliou para 2 a 0 aos 33' do primeiro tempo. Com essa vantagem, Arruabarrena o substituiu por Leandro Paredes aos 11' do segundo tempo. José Luis Rodríguez empatou o placar agregado para o Vasco aos 21' do segundo tempo, e o capitão, que também havia chegado à partida depois de uma lesão, marcou no fim o 3 a 1 da classificação.
Em Barranquilla, ele vai reencontrar vários dos que estiveram ao seu lado naquela noite no Monumental. Bernard e Alan Franco também jogaram a Final de 2024 e continuam no elenco. Everson, Lyanco e Gustavo Scarpa, titulares naquela ocasião, fazem parte do grupo de Eduardo Domínguez. Segundo a Opta, além disso, o 'Galo' é o primeiro time brasileiro a chegar à Final da CONMEBOL Sudamericana em anos consecutivos, depois da derrota nos pênaltis no ano passado, na decisão contra o Lanús. Boca e Atlético Mineiro decidiram um único título entre si, a Copa de Ouro de 1993, conquistada pelo 'Xeneize' com um 1 a 0 na Bombonera, depois do 0 a 0 em Belo Horizonte. A segunda Final entre os dois terá Battaglia do lado azul e ouro.
Aos 35 anos, o volante já avisou como pretende viver esta reta final da temporada: "Vou ajudar de onde for preciso, é uma sensação linda estar neste clube. Com a idade que tenho, não posso pedir mais".