Palmeiras e os pênaltis, uma história de alegria na CONMEBOL Libertadores

Palmeiras celebra su clasificación por penales ante Liga de Quito
  • Com o 5 a 3 sobre o Fluminense, o Palmeiras venceu 10 das 14 disputas de pênaltis que jogou na CONMEBOL Libertadores.
     
  • Venceu as sete que fez contra equipes brasileiras, e três de suas quatro derrotas foram para o Boca, o clube com mais disputas vencidas na história do torneio.

Marlon Freitas, revelado nas categorias de base do Fluminense, bateu de direita, no canto inferior esquerdo, e fez explodir a festa no Nubank Parque. Com o 5 a 3 sobre o Fluminense na disputa de pênaltis, o Palmeiras se classificou para a Final da CONMEBOL Libertadores 2026 e somou sua décima disputa vencida na história do torneio. Foi sua 14ª decisão na marca da cal, com um aproveitamento de 71%.

Só o Boca Juniors, com 11, venceu mais disputas de pênaltis do que o 'Verdão' na CONMEBOL Libertadores. Mas o 'Xeneize' precisou de 17 decisões para chegar a esse número, e seu aproveitamento, de 65%, fica abaixo do da equipe paulista.

A história começou com um título. Em 1999, com Luiz Felipe Scolari no banco e Marcos no gol, o Palmeiras eliminou o Corinthians nas Quartas de Final por 4 a 2 nos pênaltis, depois de perder o jogo de volta por 2 a 0. Em 16 de junho, na volta da Final contra o Deportivo Cali, venceu por 2 a 1, empatou a série e levou a melhor na marca da cal por 4 a 3: foi sua primeira CONMEBOL Libertadores.

As duas edições seguintes levaram esse costume ao extremo, com seis disputas de pênaltis em dois anos. Em 2000, superou o Peñarol nas Oitavas de Final (3 a 2) e o Corinthians nas Semifinais (5 a 4), e perdeu para o Boca na Final (2 a 4). Em 2001, deixou pelo caminho o São Caetano (5 a 3) e o Cruzeiro (4 a 3), e mais uma vez o Boca o parou nas Semifinais (2 a 3). Marcos foi um dos nomes dessa fase: tornou-se o primeiro goleiro do clube a defender pelo menos dois pênaltis em uma mesma disputa, algo que conseguiu contra o Peñarol, contra o Cruzeiro e, mais tarde, contra o Sport, em 2009.

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Marcos, arquero histórico de Palmeiras

Desde então, o saldo melhorou. O Palmeiras venceu o Sport nas Oitavas de Final de 2009 (3 a 1) e o Atlético Mineiro nas Quartas de 2022 (6 a 5), em uma disputa que foi para as cobranças alternadas, e perdeu para o Barcelona nas Oitavas de 2017 (4 a 5) e para o Boca nas Semifinais de 2023 (2 a 4). Há um dado que resume seu desempenho contra os rivais de seu país: venceu as sete disputas de pênaltis que fez contra equipes brasileiras na Copa, diante do Corinthians duas vezes, São Caetano, Cruzeiro, Sport, Atlético Mineiro e Fluminense. Suas quatro derrotas foram para equipes estrangeiras, três delas para o Boca.

Em 2026, voltou a vencer duas disputas em uma mesma edição, como em 1999, 2000 e 2001. Nas Quartas de Final, em Quito, a LDU virou o jogo com dois gols de Michael Estrada a partir dos 90 minutos, mas Carlos Miguel defendeu as cobranças de Lucas Rodríguez e Luis Segovia, e o Palmeiras venceu por 4 a 3. Segundo a Opta, o goleiro se tornou o segundo do clube a defender dois pênaltis em uma mesma disputa, depois de Marcos. Nas Semifinais contra o Fluminense, defendeu a cobrança de Nonato, enquanto Maurício, Gustavo Gómez, Ramón Sosa, Joaquín Piquerez e Marlon Freitas converteram as cinco cobranças do 'Verdão'. Além disso, foi apenas a segunda Semifinal entre equipes brasileiras decidida nos pênaltis, depois da de Palmeiras e Corinthians em 2000.

A tendência se mantém com Abel Ferreira, que chegou ao clube no fim de 2020: com o treinador português, o Palmeiras venceu três das quatro disputas de pênaltis que teve na Copa. Em 28 de novembro, no Estádio Centenário de Montevidéu, vai disputar sua segunda Final consecutiva, a quarta do treinador em sete edições no comando da equipe. Se for preciso de novo, chegará com uma lembrança a favor: sua primeira 'Glória Eterna', a de 1999, também foi decidida na marca da cal.