O método português volta a ser protagonista da CONMEBOL Libertadores

Leonardo Jardim, entrenador de Flamengo
  • Dois dos oito melhores times da atual edição da Gloria Eterna são comandados por treinadores portugueses.
     
  • Nas últimas sete edições da CONMEBOL Libertadores, em quatro delas os campeões foram comandados por técnicos lusos, em uma tendência cada vez mais relevante na competição.

A CONMEBOL Libertadores volta a ter sotaque português. As quartas de final da edição 2026 terão entre seus protagonistas dois treinadores nascidos em Portugal: Abel Ferreira, à frente do Palmeiras, e Leonardo Jardim, comandante do Flamengo. Uma presença que não é uma coincidência isolada, mas o capítulo mais recente de um caminho que se consolidou no futebol sul-americano nos últimos anos.

Ferreira e Jardim são dois dos oito nomes que seguem na disputa pela Gloria Eterna. O Palmeiras eliminou o Cerro Porteño nas oitavas de final, enquanto o time carioca deixou o Cruzeiro pelo caminho, justamente comandado por outro português, Artur Jorge.

O fenômeno vai muito além da atual competição. Desde 2019, os portugueses conquistaram quatro das últimas sete edições da CONMEBOL Libertadores: Jorge Jesus levou o Flamengo ao título em 2019; Abel Ferreira emendou conquistas em 2020 e 2021; e Artur Jorge conduziu o Botafogo ao seu primeiro título internacional em 2024.

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Jorge Jesús, campeón con Flamengo en 2019

Jorge Jesus, o ponto de partida

A história recente começou com Jorge Jesus. Em 2019, o português chegou ao Flamengo e construiu uma das equipes mais marcantes da história recente do futebol sul-americano. Aquele time conquistou a CONMEBOL Libertadores em um desfecho memorável diante do River Plate de Marcelo Gallardo, na primeira final disputada em jogo único, e abriu uma porta que seria atravessada posteriormente por outros compatriotas.

Nascido em Amadora, o treinador chegou ao 'Mengão' vindo do Al Hilal, clube com o qual havia conquistado a Supercopa da Arábia Saudita em 2018, e marcou época no time brasileiro: conquistou a CONMEBOL Libertadores, a CONMEBOL Recopa e três títulos nacionais.

Abel Ferreira e a continuidade da tendência

A chegada de Ferreira ao Palmeiras foi um ponto de inflexão. O português assumiu em 2020 e rapidamente levou o clube paulista ao topo do continente. O 'Verdão' conquistou a edição de 2020, com Breno Lopes como herói ao marcar um gol decisivo nos minutos finais da final contra o Santos, no Maracanã.

Um ano depois, o atual campeão voltou a mostrar sua força e celebrou seu segundo título consecutivo – uma marca que só havia sido registrada 20 anos antes, quando o Boca Juniors foi o melhor time do continente nas temporadas de 2000 e 2001. O adversário na final, disputada em Montevidéu, foi o Flamengo: os históricos Raphael Veiga e Deyverson escreveram seus nomes nas páginas douradas da história do Palmeiras como os autores dos gols da partida.

Sua influência permanece: em 2026, Ferreira continua à frente do Palmeiras e reafirmou sua força ao conduzir novamente sua equipe às quartas de final, depois de ter alcançado a final da edição de 2025, quando foi derrotado pelo Flamengo.

Artur Jorge, outro português no topo

O capítulo seguinte chegou em 2024. Artur Jorge chegou ao 'Fogão' após conquistar a Copa da Liga de Portugal com o Sporting Braga e não poderia ter tido uma primeira passagem melhor pelo futebol brasileiro: foi campeão do Brasileirão e conduziu o Botafogo ao seu primeiro título internacional.

Em uma final entre compatriotas, venceu o Atlético Mineiro por 3-1 no Estadio Monumental, em Buenos Aires, e tornou-se o terceiro treinador português a conquistar a competição.

Em 2026, o destino voltou a colocá-lo diante de outro compatriota: assumiu o Cruzeiro e enfrentou Leonardo Jardim nas oitavas de final. O Flamengo levou a melhor na série e eliminou o campeão de 2024 da competição.

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Artur Jorge, campeón con Botafogo en 2024