- O capitão do Mengão marcou nos dois primeiros jogos da Fase de Grupos e é um dos artilheiros da competição.
- A chegada de Leonardo Jardim devolveu a confiança, permitiu somar minutos e voltar a se tornar uma peça-chave da equipe.
A nomeação do português Leonardo Jardim como novo treinador do Flamengo – após a saída de Filipe Luís – impactou de maneira positiva um dos nomes próprios mais determinantes do elenco. Após um período irregular, Bruno Henrique voltou a exibir sua liderança em um contexto imbatível, um cenário no qual assinou atuações inesquecíveis como na CONMEBOL Libertadores. O ídolo do conjunto carioca teve um início impecável na nova travessia continental do atual campeão.
As estatísticas avalizam seu crescimento não apenas no futebol local, mas também no plano internacional: entre as edições 2024 e 2025 da competição, conseguiu marcar apenas um gol em 21 partidas, enquanto na atual edição – já recuperado da pubalgia que o afastou dos gramados por várias semanas –, com a confiança renovada, marcou dois gols em seus dois primeiros jogos da CONMEBOL Libertadores 2026 contra Cusco FC (Peru) e Independiente Medellín (Colômbia).
"O treinador nos disse que seria um jogo de bolas longas e que não deveríamos jogar no estilo deles; era isso que queriam, um jogo de ida e volta. Se nos posicionássemos bem e contra-atacássemos, tiraríamos vantagem. Foi isso que vimos no jogo de hoje", explicou Bruno Henrique após a vitória contra o Cusco, fora de casa, na sempre difícil altitude do Estádio Inca Garcilaso de la Vega (3.402 msnm), após a primeira partida internacional de Jardim com o Mengão.
Com o português à frente do elenco, o atacante recuperou continuidade e respaldo, assimilou novamente sua influência dentro do sistema dinâmico proposto por Jardim. Essa confiança se traduziu em minutos, e esses minutos em desempenho.
Bruno Henrique e Giorgian De Arrascaeta são os maiores vencedores da CONMEBOL Libertadores em atividade entre os jogadores que disputam a atual edição: ambos levantaram juntos os títulos de 2019 (contra o River Plate), de 2022 (como algozes do Athletico Paranaense) e de 2025 (impondo-se na final diante do Palmeiras).
Jardim, como bom gestor de grupo, logo destacou o peso próprio das figuras do elenco. “Todos esses jogadores têm uma história com o clube, especialmente Bruno, Arrascaeta e Pedro. São jogadores muito identificados com os valores do clube, conhecem o peso da camisa, sabem que, independentemente do adversário, é preciso jogar com responsabilidade”, reconheceu dias antes de enfrentar o início do torneio mais importante a nível de clubes do continente.
A renovação de seu contrato, que se encerra em dezembro deste ano, é praticamente um fato. Seu vínculo com o clube, que representou em mais de 350 partidas, é quase indissolúvel. Ele, seus companheiros, a comissão técnica, a diretoria e os torcedores do ‘Fla’ sonham que o capitão se aposente com a camisa rubro-negra.
Em uma equipe carregada de hierarquia ofensiva — com nomes como Pedro, Carrascal, Paquetá, Plata e De Arrascaeta, entre outros —, o revitalizado Bruno Henrique é uma injeção anímica que impulsiona seus companheiros e, além disso, acrescenta uma nova dimensão ao arsenal ofensivo do Mengão.