- A equipe de Alexander Medina registra a terceira menor média de intervenções dos adversários dentro de sua área na CONMEBOL Libertadores, enquanto o Flamengo chega ao jogo de ida das Semifinais como o único time com mais de dois ataques diretos e dois ataques elaborados por partida.
- O time argentino sofreu apenas sete gols em dez jogos e é um dos dois semifinalistas que nunca sofreram mais de um gol em uma mesma partida.
O desafio do Estudiantes nas Semifinais da CONMEBOL Libertadores terá um ponto de partida claro: proteger sua área diante de um dos ataques mais completos e versáteis da competição. O Flamengo, atual campeão, combina a capacidade de avançar de forma direta com recursos para construir suas jogadas, mas a equipe de La Plata já mostrou que consegue limitar sua influência nos metros decisivos.
Ao longo de dez partidas nesta edição, o 'Pincha' permitiu apenas 132 intervenções dos adversários dentro de sua área, uma média de 13,2 por jogo, a terceira menor desde o início da Fase de Grupos. Como mandante, condição em que a equipe argentina costuma ser forte, esse número cai para oito.
Essa tendência teve uma de suas demonstrações mais contundentes no jogo de volta das Quartas de Final da 'Glória Eterna': em São Paulo, o Estudiantes dominou o Corinthians e permitiu apenas três finalizações dentro de sua própria área, incluindo o pênalti desperdiçado por Memphis Depay nos instantes finais da partida.
Eros Mancuso, Santiago Núñez, Leandro González Pírez e Tomás Palacios foram os nomes de uma linha defensiva que protegeu o gol defendido pelo uruguaio Fernando Muslera e permitiu que a equipe argentina voltasse a disputar uma Semifinal da CONMEBOL Libertadores após 17 anos de espera. A última havia sido na edição de 2009, que terminaria com o título conquistado diante do Cruzeiro.
Essa solidez defensiva também se reflete na trajetória do 'León' no torneio mais prestigioso do continente. O Estudiantes sofreu sete gols em dez partidas e nunca levou dois gols em um mesmo jogo. O Flamengo, atual campeão, é o único entre os quatro semifinalistas que compartilha essa característica, embora apresente números ainda melhores: apenas cinco gols sofridos no mesmo número de partidas.
O confronto, porém, apresenta um desafio diferente. O Flamengo é o único time da competição que supera a marca de dois ataques diretos e dois ataques elaborados por partida. Essa combinação permite à equipe ameaçar tanto em transições rápidas quanto por meio de jogadas construídas com posse de bola. Diante dessa variedade, o Estudiantes tentará repetir a estratégia que já deu resultado na Fase de Grupos.
No empate por 1 a 1 disputado em La Plata, pela terceira rodada, a equipe argentina limitou o time carioca a 39 passes no terço final do campo, sua menor marca em toda a edição. Luiz Araújo colocou os brasileiros em vantagem no primeiro tempo, e Guido Carrillo, maior artilheiro do Estudiantes na história da competição, empatou na etapa complementar. No segundo encontro, pela quinta rodada, Pedro marcou o único gol da vitória por 1 a 0 do Mengão, no Maracanã.
Os confrontos anteriores mostram que a equipe argentina é capaz de reduzir os espaços de um adversário com múltiplas alternativas ofensivas, mas também evidenciam a dificuldade de manter esse controle durante os 90 minutos.
Diante do atual campeão, o 'Pincharrata' tentará mudar o retrospecto recente. Além dos dois confrontos pela Fase de Grupos desta edição, o 'Fla' também foi responsável por eliminá-lo na caminhada rumo ao título de 2025: o jogo de ida, no Rio de Janeiro, terminou com vitória do Flamengo por 2 a 1, e, na volta, o Estudiantes levou a decisão para os pênaltis ao vencer por 1 a 0 no tempo regulamentar. Agustín Rossi, goleiro argentino da equipe brasileira — que defendeu o clube de La Plata entre 2015 e 2016 —, defendeu duas cobranças e foi o herói da classificação.