Dois jogos de ida, duas chaves: como jogam os semifinalistas da CONMEBOL Libertadores

Flamengo va por el bicampeonato en la CONMEBOL Libertadores
  • O Fluminense tem quase o dobro de sequências de dez ou mais passes em relação ao Palmeiras (159 contra 80) e mantém a posse de bola durante 64,2% do tempo quando está empatando ou perdendo; o Palmeiras responde com 184 finalizações.
     
  • O Flamengo tem mais que o triplo de ataques construídos do Estudiantes (24 contra 7); já o ‘Pincha’ concentra 13,0% de suas ações defensivas no terço ofensivo, mais do que qualquer outro semifinalista.

Quatro equipes, dois confrontos e uma pergunta antes de cada jogo de ida: como cada uma chega? As respostas estão na maneira de jogar, e os dados da Opta acumulados desde o início da Fase de Grupos ajudam a organizá-las. Não se trata de uma previsão: é uma chave para entender cada confronto, baseada em como cada semifinalista da CONMEBOL Libertadores atacou e defendeu para chegar até aqui.

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Formación Fluminense ante Platense - Cuartos de final vuelta - CONMEBOL Libertadores

Fluminense–Palmeiras: paciência contra volume

O 'Flu' é a equipe mais paciente entre os quatro semifinalistas: 159 sequências de dez ou mais passes, quase o dobro das 80 do Palmeiras, 30 ataques construídos que resultaram em três gols, 4,4 passes por sequência e apenas 6,9% de passes longos. Além disso, conta com um goleiro, Fábio, cuja distância média nas reposições de bola é de 19,3 metros, a menor entre os oito semifinalistas das duas Copas. Quando está empatando ou perdendo, mantém a posse de bola durante 64,2% do tempo. E tem em Lucho Acosta o jogador com mais passes que quebraram linhas no terço final do campo em toda a competição, com 23. Seus 11 gols, diante de 11,4 gols esperados, vieram quase todos de jogadas com bola rolando: dez, além de um pênalti.

O Palmeiras responde com volume e pressão. Finalizou 184 vezes contra 125 do Fluminense, acertou o alvo 57 vezes contra 41, produziu 19,4 gols esperados contra 11,4 e marcou 15 gols, seis deles em bolas paradas, contra apenas um do 'Tricolor'. Seus 21 ataques construídos não resultaram em gols, mas suas 69 recuperações de bola no campo adversário, contra 58, deram origem a 11 finalizações. Seu PPDA, indicador que mede o número de passes permitidos ao adversário por ação defensiva nos primeiros 60 metros do campo rival, é de 9,2, o índice mais agressivo entre os oito semifinalistas das duas Copas.

O Palmeiras domina o jogo aéreo, com 64% dos duelos aéreos defensivos vencidos, contra 57,8% do Fluminense, e conta com os dois jogadores que mais realizaram passes capazes de quebrar a linha defensiva adversária na competição: Marlon Freitas, com 18, e José Manuel López, com 14. O Fluminense, que nunca perdeu em casa em uma fase eliminatória da Copa, com 15 vitórias e cinco empates em 20 partidas, terá que manter suas longas sequências de passes diante da pressão mais intensa da competição. Essa é a chave do confronto no Maracanã.

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Estudiantes campeón de la CONMEBOL Libertadores 2009

Estudiantes–Flamengo: a saída de bola do campeão sob pressão

O contraste em La Plata está no volume. O Flamengo construiu 24 ataques elaborados contra sete do Estudiantes, além de 101 sequências de dez ou mais passes contra 62. É a única equipe da Copa com mais de dois ataques diretos e mais de dois ataques elaborados por partida, tendo marcado quatro gols em ataques diretos. Anotou 17 gols diante de 17,5 gols esperados, sendo 13 com bola rolando, e oferece poucas oportunidades ao adversário na defesa: apenas 17 defesas do goleiro em dez partidas e 66,0% dos duelos aéreos defensivos vencidos, o melhor índice entre os oito semifinalistas das duas Copas.

O 'Pincha' aposta em um estilo diferente. Os passes longos representam 14,6% de seus passes, contra 9,0% do 'Mengão'. Finalizou 34 vezes de cabeça, contra 24 do adversário, e quatro de seus 12 gols vieram de bolas paradas. Mas sua principal arma é a pressão. O Estudiantes concentra 13,0% de suas ações defensivas no terço ofensivo, mais do que qualquer outro semifinalista. Seu PPDA é de 10,3, contra 12,1 do Flamengo, e suas 77 recuperações de bola no campo ofensivo resultaram em 20 finalizações, duas a mais que o Flamengo, apesar de ter menos posse de bola.

Ezequiel Piovi, com 23 desarmes e 288 ações de pressão de alta intensidade, é o responsável por liderar essa primeira linha. No empate por 1 a 1 em abril, em La Plata, o 'Pincha' completou 78 passes no terço final e limitou o campeão a apenas 39, seu menor número nesta edição. A chave está aí: saber se o Estudiantes conseguirá voltar a interromper a saída de bola do Flamengo ou se o campeão encontrará uma maneira de impor seu estilo de jogo.

Cada confronto tem seus protagonistas, e os artilheiros podem ser decisivos. Bruno Henrique, o jogador mais eficiente da competição, com cinco gols em 13 finalizações, e José Manuel López, um dos dois jogadores da Copa com pelo menos três gols e três assistências, lideram a lista. No Maracanã e em La Plata, cada partida apresenta identidades bem definidas.