Autor do gol do último título da CONMEBOL Libertadores dos Carboneros, o atual treinador busca agora busca a idolatria fora das quatro linhas
- Aguirre pode entrar em uma lista seleta de quem conseguiu alcançar a Glória Eterna dentro e fora de campo
Ídolo do Peñarol nos tempos de jogador, o atual técnico dos Carboneros, Diego Aguirre, já tem seu nome escrito nas páginas mais gloriosas da CONMEBOL Libertadores.
Revelado pelo Liverpool-URU, estreou no Peñarol em 1986, quando disputou a CONMEBOL pela primeira vez, sem muita sorte: em um grupo com os gigantes Boca Juniors e River Plate (futuro campeão daquela edição), além dos vizinhos do Montevideo Wanderers, os Carboneros não conseguiram nada além de um ponto e Aguirre teve que se contentar com dois gols em derrotas de seu time.
Se a primeira participação não foi a sonhada, a segunda já o levou à Glória Eterna: sob o comando de Óscar Tabárez, foram 5 gols de Aguirre na campanha do título do Peñarol, dois deles nas decisões contra o América de Cali.
Depois de perder a primeira partida da final em Cali por 2x0, Aguirre marcou o gol do empate no estádio Centenário de Montevidéu aos 23’ do segundo tempo, depois do América abrir o placar. Já aos 42’ da etapa complementar, Jorge Villar acertou o ângulo em cobrança de falta, deu a vantagem ao Peñarol e encaminhou a decisão para um terceiro jogo.
Na partida de desempate, jogada no estádio Nacional de Santiago, 0x0 até o os últimos segundos da prorrogação: aos 120 minutos, Diego Aguirre, com apenas 22 anos, marcou o gol decisivo que tirou o título dos colombianos (pelo regulamento da época, o saldo de gols era o critério de desempate positivo para o América) e conduziu o clube aurinegro de Montevidéu ao seu quinto título da CONMEBOL Libertadores.
Aguirre voltou a jogar a CONMEBOL Libertadores pelo Internacional, quando foi artilheiro da campanha do Colorado em 1989 e pelo Bolívar-BOL, em 1993, onde atuou apenas por uma partida.
Como técnico, já são dez participações de Aguirre em busca da mais importante taça da América do Sul: além do Peñarol em seis oportunidades (2003, 2004, 2011, 2024, 2025 e 2026), treinou Internacional em 2015 e 2021, o Atlético-MG em 2016, San Lorenzo em 2017 e Olimpia em 2023. Seu retrospecto total é de 73 jogos, com 37 vitórias, 16 empates e 20 derrotas. O mais longe que conseguiu chegar na busca pela Glória Eterna à beira do gramado foi a final de 2011, quando seu Peñarol foi derrotado pelo Santos.
O treinador carbonero tenta entrar em um grupo seleto de campeões da CONMEBOL Libertadores como jogadores e técnicos, que conta com dois uruguaios: Luis Cubilla, vencedor dentro de campo em 1960 e 1961 com o Peñarol, além de uma taça em 1971, com o rival Nacional-URU. À beira do gramado, Cubilla foi bicampeão com o Olimpia, em 1979 e 1990. Juan Martín Mugica é o outro uruguaio da lista, também campeão em campo com o Nacional em 1971, voltou a vencer com como técnico do Bolso em 1980.
A caminhada do Peñarol na CONMEBOL Libertadores começa no dia 09 de abril, quando enfrenta o Santa Fe fora de casa pela primeira rodada do Grupo E, que também conta com Corinthians e Platense.