Renan Lodi, o lateral que comanda o ataque do Atlético Mineiro pela esquerda

Renan Lodi, el lateral izquierdo del Atlético Mineiro finalista de la CONMEBOL Sudamericana
  • É o jogador da equipe com mais participações em sequências de ataque na CONMEBOL Sudamericana 2026, e também o que mais finalizou e mais desarmou no time.
     
  • Campeão da edição de 2018 com o Athletico Paranaense, vai disputar a Final na cidade onde jogou a ida daquela decisão.

Aos 35' do segundo tempo do jogo de ida das Semifinais, Renan Lodi voltou a avançar pela esquerda e mandou um cruzamento preciso para Thiago Borbas se antecipar na pequena área e fazer o 3 a 0 sobre o Montevideo City Torque. Naquela noite, ele já tinha desviado para a rede uma finalização de Tomás Cuello, em lance anulado por impedimento. As duas jogadas resumem o papel do lateral no Atlético Mineiro que, em 21 de novembro, vai disputar a Final da CONMEBOL Sudamericana contra o Boca Juniors: pelo seu lado passa boa parte do ataque da equipe de Eduardo Domínguez.

Os números da Opta confirmam. Lodi é o jogador do 'Galo' com mais participações em sequências de ataque nesta edição, com 46, pelo menos 15 a mais do que qualquer companheiro: o segundo é Cuello, com 31. Também é o que mais finalizou na equipe, com 17 chutes, e o que mais desarmes fez, com 15, uma combinação que descreve um lateral que apoia o ataque sem deixar de defender. Além disso, chegou ao jogo de volta no Centenário com assistências em suas duas partidas anteriores.

As duas foram em jogos eliminatórios. Na volta das Quartas de Final contra o Santos, quando o 'Galo' precisava reverter o 0 a 2 da Vila Belmiro, seu cruzamento da esquerda encontrou Reinier para o 3 a 1 aos 41' do primeiro tempo, em uma noite que terminou com a classificação nos pênaltis. A outra foi a de Borbas contra o Torque. Antes, na Fase de Grupos, ele já tinha mostrado sua chegada ao ataque: abriu o placar na vitória por 2 a 0 sobre o Cienciano aparecendo quase na pequena área, em um jogo em que Bernard marcou o segundo.

Lodi havia voltado ao Brasil em janeiro, depois de várias temporadas na Europa e no Oriente Médio. Formado no Athletico Paranaense, se transferiu para o Atlético de Madrid em 2019, com o qual conquistou o título de LaLiga 2020-21, e depois jogou por Nottingham Forest, Olympique de Marselha e Al-Hilal; pela seleção brasileira, foi vice-campeão da CONMEBOL Copa América 2021. Em sua apresentação, em 19 de janeiro, na Arena MRV, explicou a escolha: "O projeto não foi só no âmbito profissional. Foi no sentido familiar". E lembrou que, nos últimos anos, o 'Galo' tinha sido vice-campeão da CONMEBOL Libertadores, da Copa do Brasil e da CONMEBOL Sudamericana.

Antes de tudo isso, ele já sabia o que era ganhar esta Copa. Em 2018, era o lateral-esquerdo do Athletico Paranaense de Tiago Nunes que chegou à Final contra o Junior. A ida foi disputada em 5 de dezembro, no Estádio Metropolitano de Barranquilla, e terminou 1 a 1: Pablo abriu o placar para a equipe brasileira e Yony González empatou minutos depois. Uma semana mais tarde, em Curitiba, Pablo voltou a marcar e Teófilo Gutiérrez empatou de cabeça no segundo tempo; o Junior perdeu um pênalti na prorrogação e a Final foi decidida na marca da cal. Lodi jogou as duas partidas completas e, na disputa, sua cobrança não entrou, mas o Athletico venceu por 4 a 3, com o pênalti decisivo de Thiago Heleno, e comemorou o primeiro título internacional de sua história.

Quase uma década depois, a Final o leva de volta a Barranquilla. Em 21 de novembro, no Metropolitano Roberto Meléndez, o Atlético Mineiro vai buscar contra o Boca Juniors o título que falta em sua história, em sua terceira Final continental consecutiva. Para o lateral que mais participa do ataque do 'Galo', será a oportunidade de conquistar sua segunda CONMEBOL Sudamericana em um palco conhecido.