A equipe cusquenha enfrentará o Atlético Mineiro, o Academia Puerto Cabello e o Juventud no Grupo B da CONMEBOL Sudamericana.
A lembrança da façanha heroica da CONMEBOL Sudamericana 2003 está sempre presente.
Em cada ocasião em que o Cienciano (Peru) se classifica para uma competição internacional, a memória coletiva dos torcedores de futebol ativa automaticamente uma lembrança que mobiliza o esporte peruano em particular e o restante do continente em geral.
A sensação é inequívoca: as reminiscências daquela façanha de 2003, quando conquistaram a CONMEBOL Sudamericana, ficaram gravadas de uma vez por todas na memória de todos.
A equipe cusquenha superou todos os prognósticos e deixou pelo caminho o Santos de Robinho (Brasil) nas quartas de final e o Atlético Nacional, da Colômbia, na semifinal. Com autoridade, derrotou o River Plate (Argentina) em uma final inesquecível, com um placar agregado de 4-3, para dar ao futebol peruano o único título internacional de sua história.
O atacante Germán Carty, artilheiro do torneio com seis gols, foi o principal destaque da equipe incaica, que teve em Óscar Ibáñez, seu goleiro e capitão, um pilar fundamental na campanha que coroou os comandados por Freddy Ternero.
Quase um ano depois, os cusquenhos enfrentaram o Boca Juniors na décima segunda edição da CONMEBOL Recopa Sudamericana: após o empate em 1-1 no tempo regulamentar, o Cienciano conquistou o título na disputa por pênaltis (4-2) e emendou dois troféus diante de gigantes do continente.
Após a eliminação nas oitavas de final da edição 2025 da CONMEBOL Sudamericana diante do Bolívar, da Bolívia — sua segunda melhor campanha desde o título de 2003 —, o ‘El Papá’ se anima para dar continuidade ao bom momento na Liga 1 do Peru, após a chegada de novos reforços ao elenco pensando na dupla competição do atual semestre.
Voltar a se posicionar no cenário internacional é o primeiro passo para que aquela façanha de 2003 deixe de ser apenas uma lembrança e se transforme em uma ambição concreta. O Cienciano chegou à fase de grupos após eliminar, na fase preliminar, o Melgar (Peru) nos pênaltis, depois de um empate em 1-1.
O objetivo do treinador argentino Horacio Melgarejo, à frente do Cienciano de Cusco desde dezembro de 2025, será resgatar aqueles vestígios do campeão para voltar a encantar as gerações mais antigas, assim como dar aos mais jovens a oportunidade de fazer parte de uma história que ainda não terminou.
No contexto de um torneio que sempre deixa a porta aberta para gratas surpresas e resultados inesperados, a equipe peruana tem a justificativa perfeita para dar vazão à sua esperança. No sorteio de 19 de março, ficou definido que enfrentará o Atlético Mineiro, do Brasil, o Academia Puerto Cabello, da Venezuela, e o Juventud, do Uruguai.