- Depois de ter disputado a CONMEBOL Sudamericana por Rosario Central e Patronato, o atacante marcou seus primeiros gols na edição de 2026 com a camisa do Tigre.
- Seu pai foi o treinador campeão da CONMEBOL Libertadores de 2007, a última conquistada pelo Boca.
Ignacio Russo esteve na CONMEBOL Sudamericana de 2021 com o Rosario Central, sem somar minutos, e na de 2023 com o Patronato, quando jogou apenas um minuto, depois que o clube da província de Entre Ríos caiu da CONMEBOL Libertadores daquele ano — torneio em que registrou uma assistência em 241 minutos distribuídos por quatro partidas. Ou seja: ‘Nacho’ Russo ainda não sabia o que era comemorar um gol no cenário internacional de clubes.
Até a atual edição da CONMEBOL Sudamericana. Nos quatro primeiros jogos do Grupo A, marcou dois gols com a camisa do Tigre: o primeiro na estreia, no empate por 1 a 1 contra o Alianza Atlético, no Peru, e o segundo na recente vitória por 2 a 0 sobre o América de Cali, na Argentina.
Ignacio Ezequiel Russo Cordero — 25 anos, nascido em Rosário e formado nas categorias de base do Central — é filho de Miguel Ángel Russo, o último técnico a conquistar a CONMEBOL Libertadores com o Boca, em 2007.
‘Nacho’ Russo, que passou por Chacarita, Patronato e Instituto depois de deixar o Central, mandou um beijo para o céu após empurrar a bola para a rede no empate por 1 a 1 do Tigre contra o Alianza Atlético, no Peru. “Agora vem o aniversário; foi para ele. Sei que ele me acompanha sempre. É preciso seguir trabalhando, como sempre”, disse ‘Nacho’ depois da partida, já que em 9 de abril Miguel Ángel Russo — falecido em 8 de outubro de 2025, quando era técnico do Boca — teria completado 70 anos.
Este Tigre que disputa a CONMEBOL Sudamericana — cuja melhor campanha histórica foi o vice-campeonato de 2012, quando perdeu a final para o São Paulo, do Brasil — é comandado por Diego Dabove. Foi Miguel Ángel Russo quem lhe deu a primeira oportunidade como auxiliar técnico no Los Andes, clube das divisões de acesso do futebol argentino, em 2000.
Por isso, Dabove o considera um “pai futebolístico”. Quando o goleiro Dabove deixou o futebol aos 27 anos por causa de uma lesão no ombro, Russo, que o havia treinado nas categorias de base do Lanús dos 16 aos 21 anos, ofereceu-lhe trabalho como auxiliar no Los Andes. “Eu me foquei rapidamente nisso e aquilo mudou a minha vida. De todos com quem trabalhei, Russo foi quem mais me marcou. Ele me transmitiu a paixão pela profissão”, disse Dabove em entrevista ao jornal Clarín.
Hoje, Dabove treina ‘Nacho’ Russo, filho de Miguel. O atacante, que forma uma grande dupla ofensiva com David Romero — autor de dois gols no empate por 2 a 2 contra o Macará, no Equador — alimenta com gols o sonho do Tigre na CONMEBOL Sudamericana 2026. São 17 gols e 8 assistências em 59 partidas com ‘El Matador de Victoria’. Assim como seu pai construiu uma trajetória em solo sul-americano — dirigiu Universidad de Chile, Millonarios, da Colômbia, Alianza Lima, do Peru, e Cerro Porteño, do Paraguai —, seu filho agora percorre o próprio caminho.