- Leandro Paredes e Ángel Di María, do Boca Juniors e do Rosario Central, respectivamente, abrilhantarão a 67ª edição da copa
- Entre argentinos, brasileiros e um uruguaio, 50 jogadores foram campeões do mundo e da CONMEBOL Libertadores
Leandro Paredes e Ángel Di María, campeões do mundo com a seleção argentina no Qatar 2022, serão os jogadores que tentarão, em 2026 — como estrelas do Club Atlético Boca Juniors e do Club Atlético Rosario Central, respectivamente — juntar-se a um seleto grupo na história: os 50 campeões mundiais por suas seleções que conseguiram, antes ou depois, conquistar a CONMEBOL Libertadores.
A 67ª edição da principal competição de clubes da América marcará a estreia de Paredes (31 anos) no torneio, já que entre 2010 e 2013, antes de se transferir do Boca para a Roma, da Itália, não somou minutos na CONMEBOL Libertadores (disputou 31 partidas, apenas uma pela CONMEBOL Sudamericana, e conquistou o Apertura 2011 e a Copa Argentina 2012).
Di María (38 anos), por sua vez, disputou 102 minutos em quatro partidas — sempre entrando no decorrer do jogo, sem gols nem assistências — pela Fase de Grupos da edição de 2006 com o Rosario Central, antes de se transferir para o Benfica, de Portugal, seu primeiro — e último — clube na Europa. Sua estreia foi em 8 de fevereiro de 2006, diante do Atlético Nacional, na Colômbia, em uma derrota por 0-1 do Rosario Central. Seis dias depois, Di María completaria 18 anos.
Dos campeões do mundo no Qatar 2022, sete tiveram o privilégio de conquistar a CONMEBOL Libertadores: Germán Pezzella e Guido Rodríguez, com o River Plate em 2015; Franco Armani, com o Atlético Nacional em 2016, e com o River em 2018, edição na qual também participaram Gonzalo Montiel, Exequiel Palacios e Julián Álvarez. A esse grupo de 26 campeões argentinos no Qatar somam-se Ángel Correa (campeão com o San Lorenzo, em 2014) e Thiago Almada (Botafogo, 2024).
Dos 22 campeões do mundo na Argentina 1978, nove alcançaram a dupla glória: Rubén Pagnanini e Héctor Baley (Estudiantes de La Plata, 1969-70); Rubén Galván (tetracampeão com o Independiente, 1972-73-74-75); Daniel Bertoni (Independiente, 1973-74-75); Alberto Tarantini (Boca, 1977); René Houseman (Independiente, 1984); Jorge Olguín (Argentinos Juniors, 1985); e Américo Gallego e Norberto Alonso (River, 1986).
Entre os 22 campeões do mundo no México 1986 há outros nove: Ricardo Bochini (pentacampeão com o Independiente, 1972-73-74-75 e 1984); Jorge Burruchaga, Ricardo Giusti e Néstor Clausen (Independiente, 1984); Sergio Batista e Claudio Borghi (Argentinos Juniors, 1985); e Oscar Ruggeri, Héctor Enrique e Nery Pumpido (River, 1986). Di María e Paredes tentarão que o caminho os leve à final de 28 de novembro. São, até o momento, 25 os jogadores argentinos campeões de ambas as competições.
Se a viagem segue até o Brasil, a lista de campeões da Copa do Mundo e da CONMEBOL Libertadores se amplia com Pelé à frente (Suécia 1958, Chile 1962 e México 1970, campeão com o Santos em 1962 e 1963), o único com três Copas do Mundo. Em seguida aparecem, entre os campeões de 1958 e 1962, Gilmar, Zito, Pepe e Mauro Ramos (Santos, 1962-63); além dos campeões mundiais no Chile, Coutinho e Mengálvio (Santos, 1962-63). Entre os campeões no México 1970, Pelé é acompanhado por Jairzinho e Wilson Piazza, que conquistaram a ‘Glória Eterna’ com o Cruzeiro em 1976.
Dos brasileiros campeões do mundo nos Estados Unidos 1994, Zetti, Ronaldão, Raí e Müller haviam sido bicampeões da CONMEBOL Libertadores com o São Paulo (1992-93). Zinho, campeão do mundo em 1994, conquistou depois a América com o Palmeiras, em 1999. E Cafú (São Paulo, 1992-93) foi o único dos campeões mundiais de 1994 presente entre os campeões na Coreia do Sul-Japão 2002, último título mundial do Brasil.
Daqueles campeões de 2002, conquistaram a CONMEBOL Libertadores Juninho Paulista (São Paulo, 1993), Rogério Ceni (São Paulo, 1993 e 2005), Dida (Cruzeiro, 1997), Marcos (Palmeiras, 1999), Roque Júnior (Palmeiras, 1999), Júnior (Palmeiras, 1999, e São Paulo, 2005), Gilberto Silva e Ronaldinho (Atlético Mineiro, 2013) e Luizão (Vasco da Gama, 1998, e São Paulo, 2005). Assim, no total, são 24 os brasileiros privilegiados.
O futebol, às vezes, é uma paradoxo. Diego Maradona não somou minutos de jogo na CONMEBOL Libertadores, Ubaldo Fillol e Daniel Passarella não conseguiram alcançar o feito no continente, tampouco Mario Kempes, que marcou gols na competição por Central e River. Mas há um caso curioso, único e pioneiro: o uruguaio William Martínez foi primeiro campeão do mundo com o Uruguai no Maracanazo de 1950 e depois levantou duas CONMEBOL Libertadores como capitão do Peñarol, em 1960 e 1961.
Em seus respectivos retornos, Di María levou o Rosario Central ao topo da tabela do futebol argentino em 2025, e Paredes conduziu o Boca Juniors ao segundo lugar na tabela anual. Assim, possibilitaram a classificação dos clubes de suas vidas e de seus amores para a CONMEBOL Libertadores. Di María e Paredes buscarão ampliar a lista de ilustres.