- As lendas foram protagonistas do sorteio realizado na sede da CONMEBOL, em Luque.
- Felipe Melo e Oscar Ruggeri foram os responsáveis por retirar as bolinhas da CONMEBOL Libertadores.
Na sede da CONMEBOL, localizada em Luque, no Paraguai, foram realizados os sorteios das fases de grupos da CONMEBOL Libertadores e da CONMEBOL Sudamericana, respectivamente.
Estiveram presentes figuras de destaque do futebol sul-americano que, em diferentes momentos, apresentaram a bola oficial de ambas as competições e também participaram dos sorteios em seus respectivos potes.
Carlos Gamarra, o defensor paraguaio que foi capitão de sua seleção e teve uma longa trajetória no futebol do continente, apresentou a bola oficial dos dois torneios: a nova Cumbre.
No sorteio da CONMEBOL Sudamericana colaboraram René Higuita, histórico goleiro colombiano campeão da CONMEBOL Libertadores com o Atlético Nacional (Colômbia) em 1989, e o experiente Diego Godín, defensor uruguaio que participou da edição de 2006 com a camisa do Nacional (Uruguai).
Higuita, responsável pelos potes 1 e 2, destacou a mensagem de respeito promovida pela CONMEBOL.
Por sua vez, Godín ressaltou que, tanto no futebol quanto na vida, esse é o principal valor que nunca deve ser perdido de vista. Além disso, celebrou a importância de ambas as competições e seu crescimento exponencial e constante com a presença de tantas figuras históricas ao longo dos anos.
No sorteio da CONMEBOL Libertadores, os convidados foram o brasileiro Felipe Melo, tricampeão da competição (2020 e 2021 com o Palmeiras, e 2023 com o Fluminense), e o argentino Oscar Ruggeri (campeão na edição de 1986 com o River Plate).
Questionado sobre os grupos mais fortes, apontou como favoritos o Grupo A, integrado por Flamengo (Brasil), Estudiantes (Argentina), Cusco FC (Peru) e Independiente Medellín (Colômbia); o Grupo D, composto por Boca Juniors (Argentina), Cruzeiro (Brasil), Universidad Católica (Chile) e Barcelona (Equador); além do Grupo F, formado por Palmeiras (Brasil), Cerro Porteño (Paraguai), Junior (Colômbia) e Sporting Cristal (Peru).
Melo esteve presente pelo segundo ano consecutivo no sorteio da CONMEBOL Libertadores. “É um prazer representar o Brasil aqui. Tive a honra de receber as três copas que conquistei das mãos de Alejandro Domínguez, presidente da CONMEBOL, e sou muito grato por isso. É uma honra estar presente neste evento. Não devemos esquecer que a primeira coisa que um profissional deve ter é respeito”, afirmou.
Ruggeri destacou o equilíbrio alcançado pelas competições e relembrou seu título com o clube argentino, então dirigido por Héctor Veira. “Ter participado da primeira conquista do River na América foi incrível. O clube não tinha esse tão desejado troféu, conquistamos pela primeira vez e com uma grande equipe. As competições mudaram muito, e mudaram para melhor. Especialmente de 1986 até hoje, houve uma evolução enorme em muitos aspectos”, concluiu.
As Fases de Grupos da CONMEBOL Libertadores e da CONMEBOL Sudamericana começarão a ser disputadas na próxima terça-feira, 7 de abril.
Diferentes protagonistas também opinaram sobre o sorteio e o futuro de seus respectivos clubes.
Juan Román Riquelme, presidente do Boca Juniors (Argentina) e campeão como jogador nas edições de 2000, 2001 e 2007: “Disputar a Copa sempre gera expectativa, tanto no elenco quanto em nossos torcedores. Estamos muito felizes e orgulhosos de voltar a participar, porque é a competição mais importante de todas. E digo isso porque sei do que se trata: ela me proporcionou os momentos mais felizes como jogador. Respeitaremos todos os adversários, porque todos são difíceis. Sonhamos em disputar os 13 jogos. Precisamos confiar no nosso elenco; há muitas potências, mas em campo são sempre onze contra onze e tudo pode acontecer. Para o Boca, a Copa é tudo, é única”.
Luiz Eduardo Baptista, presidente do Flamengo: “Já enfrentamos grupos mais acessíveis anteriormente. O do ano passado foi extremamente difícil. Precisamos trabalhar duro e encarar com seriedade; faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para estar na final no Uruguai, no dia 28 de novembro”.
Leila Pereira, presidente do Palmeiras: “Nunca digo se o grupo que nos tocou é bom ou ruim. Sabemos, por experiência, que sempre é muito difícil. Precisamos estar preparados para enfrentar qualquer adversário. A vantagem do Palmeiras é que conhecemos bem nossos rivais. E não devemos esquecer que a humildade é a maior das virtudes; é preciso manter os pés no chão. Se Deus quiser, chegaremos à final em Montevidéu”.
Marcelo Paz, diretor de futebol do Corinthians (Brasil): “É um grupo complicado. O Platense se classificou como campeão. O Independiente Santa Fe também. O Peñarol já conquistou a Libertadores. Precisamos nos preparar bem. Serão seis jogos entre abril e maio, e precisamos de organização logística, descanso e bom rendimento. Os jogos em casa serão muito importantes. É um grupo de alto nível”.
Gonzalo Belloso, presidente do Rosario Central (Argentina): “Temos que viajar ao Equador, à Venezuela e ao Paraguai. É um grupo complexo para todos. O Central vive um bom momento para encarar esta Copa com energia. Tentaremos ser o mais protagonistas possível. Em 2024 chegamos em uma situação difícil, com Miguel Ángel Russo como técnico. Agora apostamos em Jorge Almirón, que já dirigiu duas finais e sabe o que vai enfrentar. Temos um elenco numeroso, com qualidade, e contamos com Angelito (Di María), que sonha com o mesmo que todos nós”.