- Derrotou por 3-0 o Barcelona do Equador em sua apresentação na ‘La Bombonera’, com gols pelo alto de Lautaro Di Lollo e Santiago Ascacíbar
- Na terceira rodada, visitará o Cruzeiro, velho conhecido na competição, com um Leandro Paredes em plenitude
Leandro Paredes toureia, “riquelmea”, protege a bola, aguenta o choque de Jhonny Quiñónez com as costas e, com a parte externa da chuteira direita, dá toques curtos para girar, até sofrer a falta. É o minuto 51 da partida. Se este Boca se fortalece quando troca passes, Paredes é o líder, e Milton Delgado, Santiago Ascacíbar e Tomás Aranda, seus companheiros de meio-campo.
Mas os passes precisam de finalizações, de concretização; não são para exibição, mas para produção de jogo. E há cruzamentos que são passes para gol, como os de Lautaro Blanco, lateral-esquerdo, para as cabeças de Lautaro Di Lollo e — desde o chão — para a de Ascacíbar. Assim o Boca derrotou por 3-0 o Barcelona do Equador em sua apresentação na ‘La Bombonera’, pela segunda rodada do Grupo D da CONMEBOL Libertadores 2026. E mergulha de cabeça no sonho da sétima.
Se passar a bola é se comunicar com outra pessoa, o Boca repetiu esse conceito no início da partida, que incluiu a lesão do goleiro Agustín Marchesín, substituído por Leandro Brey. Mas se passou do ritmo ideal foi, talvez, pelo empurrão incansável de seus torcedores no primeiro jogo da CONMEBOL Libertadores em casa.
Após a primeira pausa para hidratação, a equipe comandada por Claudio Úbeda se acalmou, trocou passes com ritmo, fluiu e dominou. E então, após uma boa sequência, veio o gol de Di Lollo. Poderia ter ido para o intervalo com uma vantagem maior se Miguel Merentiel tivesse sido preciso na finalização após um passe cortante de Delgado, um dos pontos mais altos do Boca.
Fez isso, finalmente, no terço final da partida, por meio de Ascacíbar, que também já havia tido sua chance de gol no primeiro tempo. Ele se lançou de cabeça após outro cruzamento de Blanco e quebrou a resistência de José Contreras, o goleiro venezuelano do Barcelona do Equador.
Nos acréscimos, o recém-entrado Ander Herrera, com um chute de fora da área, ampliou o placar: 3-0, e a diferença poderia ter sido ainda maior, porque o Boca construiu, elaborou e — além de um ou outro deslize defensivo quando vencia por 1-0 — se protegeu com a posse de bola.
Este Paredes versão 2026, de certa forma, remete ao domínio daquele Juan Román Riquelme na CONMEBOL Libertadores 2007, a última conquistada pelo Boca. Aos 17 anos, Paredes já se definia como um jogador que buscava jogar bem e fazer os outros jogarem. E dizia que observava Riquelme para aprender.
Neste Boca atual, Paredes joga e faz os demais jogarem. “Felizes, fizemos uma grande partida. Talvez tenhamos tido dificuldades nos primeiros dez minutos, mas depois conseguimos controlar, encontramos o gol, poderíamos ter feito outro antes do segundo, mas o resultado é espetacular e esperamos continuar assim”, disse na entrevista pós-jogo à TV.
O jogo em dados
- Lautaro Di Lollo, do Boca, marcou seu quinto gol com a camisa xeneize (o primeiro na CONMEBOL Libertadores): todos foram de cabeça.
- Lautaro Blanco, do Boca, deu três assistências em dois jogos da atual CONMEBOL Libertadores (duas diante do Barcelona). O ex Rosario Central é o jogador com mais passes para finalização (6) do Xeneize até aqui na Copa e o segundo com mais intervenções (152), atrás apenas de Leandro Paredes (219).
- Desde 1º de março, o Boca disputou oito partidas em todas as competições e não perdeu (4V 4E). Além disso, teve mais posse de bola que todos os seus adversários, somou quatro jogos sem sofrer gols e em nenhum deles sofreu mais de um gol.
- O Boca venceu onze dos quatorze jogos que disputou contra equipes equatorianas como mandante em competições CONMEBOL (2E 1D). Nos últimos quatro jogos dessa sequência, manteve sua meta invicta (2V 2E).
- Santiago Ascacíbar marcou seu quinto gol na CONMEBOL Libertadores (21PJ) e o primeiro com a camisa do Boca (5PJ). O ex Estudiantes soma três gols em 13 partidas desde que chegou ao clube e é o terceiro jogador do Xeneize com mais gols em 2026, atrás dos atacantes Miguel Merentiel (4 em 13PJ) e Adam Bareiro (5 em 10PJ).