O Independiente Rivadavia constrói sonhos a partir do seu scouting

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  • O estreante em torneios internacionais resgatou jogadores do acesso argentino, como Matías Fernández (Excursionistas), e de países vizinhos, como o uruguaio Leonard Costa (Boston River) e o paraguaio Iván Villalba (Sportivo Luqueño).
     
  • Na área de captação trabalha Gastón Córdoba, aquele meia argentino campeão com o Olimpia, do Paraguai, na edição de 2002.

O Club Sportivo Independiente Rivadavia — estreante na CONMEBOL Libertadores, seu primeiro torneio internacional — foi o primeiro classificado às oitavas de final da edição 2026. Líder com dez pontos no Grupo C, cinco à frente do segundo colocado, o Bolívar, da Bolívia, o Independiente Rivadavia comandado por Alfredo “El Loco” Berti escreveu até o seu próprio Maracanaço com a vitória por 2 a 1 sobre o Fluminense: foi o quarto clube argentino a vencer no mítico estádio do Rio de Janeiro pela CONMEBOL Libertadores.

Por trás desses feitos — entre eles o título da Copa Argentina 2025, que o classificou para a “Glória Eterna” — há um trabalho invisível: o da área de scouting do Independiente Rivadavia, comandada por Gastón Córdoba e por seu filho, Gian Córdoba, com o ex-goleiro Sebastián Peratta como manager e, naturalmente, com o olhar clínico e técnico de Berti na observação dos jogadores a serem incorporados. Gastón Córdoba, formado como jogador no Estudiantes de La Plata — aquele meia canhoto de cabelos longos —, foi campeão da CONMEBOL Libertadores de 2002 com o Olimpia, do Paraguai.

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Desde 2004 na “Lepra” mendocina, Córdoba e Peratta participaram do resgate de Sheyko Studer e Fabrizio Sartori, sem espaço no Talleres de Córdoba e no Newell’s Old Boys de Rosario. Garimparam nas categorias mais profundas do acesso argentino nomes como Matías Fernández (Excursionistas), Alejo Osella (Deportivo Armenio), Tomás Bottari (Nueva Chicago) e Diego Grego (Deportivo Madryn). E acertaram no rastreamento por países vizinhos com o uruguaio Leonard Costa (Boston River) e o paraguaio Iván Villalba (Sportivo Luqueño). Todos hoje fazem parte do elenco.

“Vieram para cá garotos sobre os quais dizíamos: ‘Jogam bem, vamos montar um cenário para que sigam se desenvolvendo’. Fomos buscá-los em outras divisões”, contou Berti, o arquiteto do Independiente Rivadavia. “Com essa juventude e a experiência que também temos, além do tempo de trabalho… Estamos há quase dois anos, conheço bem os rapazes, e eles nos conhecem bem; isso é fundamental para dar um estilo, uma marca ao time”.

Os experientes são o colombiano Sebastián Villa — capitão e destaque, em uma versão mais livre pela frente de ataque — e o paraguaio Alex Arce, artilheiro no acesso à Primeira Divisão em 2023, de volta após sua passagem pela Liga de Quito. Detectado no Sportivo Ameliano, de seu país, o paraguaio soma 40 gols em 64 partidas pela “Lepra” mendocina.

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No elenco atual do Independiente Rivadavia há mais jogadores que chegaram dentro da lógica do scouting. Os defensores Santiago Cena, de 21 anos, vindo do Sacachispas, do acesso argentino, e Nahuel Arena, de 27, observado durante sua passagem pelo Macará, do Equador, ainda não somaram minutos.

O atacante argentino-chileno Alessandro Riep, de 22 anos, contratado junto ao Audax Italiano, do Chile, e o goleiro Emmanuel Gómez Riga, de 24, incorporado a partir do Alvarado, do acesso argentino, disputaram apenas uma partida no que vai de 2026.

Mas eles são as opções de reposição e o futuro da “Lepra” mendocina — e, ao mesmo tempo, exemplos de um recrutamento inteligente e sustentado.