Franco Zapiola não sente a pressão na CONMEBOL Libertadores

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  • Autor de gols contra o Peñarol, no Uruguai, e contra o Corinthians, no Brasil, o camisa 10 foi decisivo na classificação do estreante Platense às Oitavas de Final.
     
  • “Os jogos de Libertadores são os momentos mais bonitos da minha curta carreira. A Libertadores tem outro sabor, outra adrenalina”, havia dito em 2022, depois de marcar o gol 16.000 da história da competição, com a camisa do Estudiantes de La Plata.
     

Franco Zapiola foi titular nos seis jogos do Platense no Grupo E da CONMEBOL Libertadores 2026 — o Calamar se classificou em segundo lugar, com dez pontos, um atrás do Corinthians.

Na segunda rodada, Zapiola marcou, de pênalti, o gol do 2 a 1 final contra o Peñarol, no Estádio Campeón del Siglo, em Montevidéu. E, na última jornada da Fase de Grupos — na qual o estreante Platense garantiu a vaga nas Oitavas de Final —, Zapiola não apenas abriu o placar, também de pênalti, contra o Corinthians, na Neo Química Arena, em São Paulo, como também, por cobertura após um erro do goleiro Hugo Souza, assinou o 2 a 0 definitivo.

Zapiola não sentiu a pressão diante dos dois campeões da América em território adversário.

Franco Zapiola Yamartino — 25 anos, nascido e criado em Magdalena, uma cidade de pouco mais de 15 mil habitantes a 50 quilômetros de La Plata, capital da província de Buenos Aires — havia começado 2026 com a promessa de ser o camisa 10 do Platense, pela função e pelo número na camisa. A aposta durou pouco, e os desníveis coletivos e individuais o devolveram ao lado esquerdo. Mas também pelos lados é possível se destacar, ser o foco criativo de uma equipe e produzir lampejos.

Zapiola — campeão do Apertura 2025, primeiro título do Calamar na Primeira Divisão argentina — chegou ao clube de Buenos Aires vindo do Estudiantes de La Plata em meados de 2024. E marcou o gol contra o San Lorenzo — com apenas dois minutos em campo — que classificou o Platense à final do Apertura, na qual derrotou o Huracán. Já em 2026, deu ao clube seu primeiro triunfo na história da CONMEBOL Libertadores, como visitante, diante do Peñarol.

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Filho de Edgardo Zapiola, futebolista que vestiu a camisa do Estudiantes de La Plata, Franco ingressou aos sete anos nas categorias de base do clube de La Plata graças à intervenção de Juan Ramón “La Bruja” Verón, lenda do Pincha e tricampeão da CONMEBOL Libertadores entre 1968, 1969 e 1970.

“Meu pai me levava à sua escolinha em Magdalena. Depois passei pelo Sport Club e, em seguida, ele conseguiu um teste no clube por meio de Juan Ramón Verón”, recordou Zapiola em declarações ao site oficial do Estudiantes em 2022.

Apesar de ter atravessado períodos em que não atuava nas categorias de base, estreou na equipe principal do Pincha — 103 partidas, sete gols e 11 assistências — e, mais tarde, conquistou a Copa Argentina de 2023 e a Copa da Liga de 2024.

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Destino de destinos, em 8 de abril de 2022, Zapiola marcou o 4 a 1 final do Estudiantes sobre o Vélez Sarsfield no Estádio UNO, pela Fase de Grupos da CONMEBOL Libertadores daquele ano. Não foi apenas mais um gol: foi o de número 16.000 em toda a história da CONMEBOL Libertadores.

“Os jogos da Libertadores são momentos que, na minha curta carreira, foram os mais bonitos de todos. A Libertadores tem outro sabor, outras sensações e outra adrenalina. Isso se nota quando você entra em campo”, afirmou naquela ocasião.

Quatro anos depois, o camisa 10 do Platense pode voltar a dizer o mesmo, agora com ainda mais ênfase. As provas estão à vista em Montevidéu e São Paulo.