- Fábio alcançou o paraguaio Ever Hugo Almeida como o jogador com mais presenças na história da CONMEBOL Libertadores.
- Na 4ª rodada, contra o Independiente Rivadavia, ele poderá assumir a liderança isolada.
Fábio segue fazendo história na CONMEBOL Libertadores. Depois de ter se tornado o jogador mais veterano da história da competição, o goleiro brasileiro alcançou Ever Hugo Almeida como o futebolista com mais presenças nos 66 anos do torneio. Titular na visita ao Hernando Siles, em La Paz, para enfrentar o Bolívar, o arqueiro de 45 anos chegou a 113 jogos no principal torneio de clubes do continente.
Sua trajetória na Copa atravessa diferentes épocas, camisas e gerações. Fábio disputou a competição por Vasco da Gama, Cruzeiro e Fluminense, clubes pelos quais construiu uma carreira marcada pela vigência, pela regularidade e pela competitividade na elite sul-americana. Sua chegada ao topo o coloca ao lado de uma das grandes lendas históricas do continente e reforça a dimensão de uma carreira que desafia a passagem do tempo.
O recorde de Almeida parecia inalcançável: uma marca intocável durante os últimos 37 anos. Campeão em 1990 contra o Barcelona, do Equador, o paraguaio se despediu da CONMEBOL Libertadores naquela conquista do Olimpia, clube pelo qual disputou todos os seus jogos na competição. Desde então, seu nome ficou marcado como sinônimo de permanência e grandeza na história da Copa.
Agora, Fábio está diante de um novo capítulo. Na 4ª rodada, quando o Fluminense receber o Independiente Rivadavia, o goleiro brasileiro poderá superar Almeida e se tornar, de forma isolada, o jogador com mais partidas disputadas na história da CONMEBOL Libertadores. Uma marca que não apenas premia sua longevidade, mas também uma vigência competitiva sustentada no mais alto nível continental.
Fábio na CONMEBOL Libertadores
O veterano goleiro brasileiro disputou 13 edições da CONMEBOL Libertadores. Sua estreia aconteceu em 2001, defendendo a meta do Vasco da Gama, em uma campanha na qual somou duas participações. Depois de vários anos no Gigante da Colina, iniciou em 2005 uma etapa prolífica no Cruzeiro. Ao todo, foram oito edições com a Raposa, clube pelo qual chegou à final de 2009 como uma das estrelas da equipe que acabou derrotada pelo Estudiantes de La Plata na decisão.
Em 2022, foi transferido para o Fluminense, onde rapidamente se tornou um dos pilares da equipe que passaria a protagonizar grandes noites no cenário internacional e que, em 2023, conquistaria sua primeira CONMEBOL Libertadores. Aquela formação comandada por Fernando Diniz encontrou na segurança de seu goleiro uma de suas maiores virtudes para levantar a taça no Estádio do Maracanã, contra o Boca Juniors. A campanha de 2026 é sua quarta participação com o Flu.
Os outros recordes de Fábio
No dia 7 de abril, no empate do Fluminense contra o Deportivo La Guaira, Fábio voltou a ampliar seu capítulo particular dentro da CONMEBOL Libertadores. Naquela noite, o goleiro brasileiro se tornou o jogador mais velho a disputar uma partida do torneio de clubes mais importante do continente, uma marca que confirma a dimensão excepcional de sua longevidade.
Escolhido como titular por Luis Zubeldía, como acontece de forma quase ininterrupta desde sua chegada ao clube em 2022, Fábio alcançou o feito aos 45 anos e 189 dias. Longe de ser apenas uma curiosidade estatística, o recorde retrata seu presente competitivo: ele continua sendo uma peça decisiva de um Fluminense que se permite sonhar com a segunda CONMEBOL Libertadores de sua história. Sua leitura de jogo, sua segurança debaixo das traves, sua experiência e uma autoridade construída de forma silenciosa o sustentam como um dos referentes da equipe.
A nova marca colocou Fábio no topo de um pódio de longevidade na CONMEBOL Libertadores que também reúne outros nomes históricos. Logo atrás aparece o boliviano Luis Galarza, também goleiro, que defendeu a meta do Jorge Wilstermann contra o Sporting Cristal em 17 de março de 1995, aos 44 anos e 81 dias. Mais abaixo está Roque Santa Cruz, atacante paraguaio que, em 15 de agosto, vestiu a camisa do Libertad diante do River Plate.
A carreira de Fábio, no entanto, não se explica apenas por sua resistência à passagem do tempo. Seus reflexos, seu ofício, sua serenidade em noites de alta exigência e uma liderança discreta, mas contundente, transformaram-no em um jogador marcado por recordes e atuações de peso. Em agosto de 2025, além disso, superou Peter Shilton e se tornou o futebolista com mais partidas disputadas na história do futebol mundial, outro registro que ajuda a dimensionar o tamanho de uma trajetória única.
Os jogadores com mais presenças na CONMEBOL Libertadores
Fábio alcançou um lugar de privilégio na história da CONMEBOL Libertadores: com 113 partidas disputadas, igualou Ever Hugo Almeida, histórico goleiro do Olimpia, como o jogador com mais presenças na competição. Sua trajetória na Copa atravessou diferentes etapas e camisas — Vasco da Gama, Cruzeiro e Fluminense — até chegar ao topo de uma lista que reúne referências de enorme vigência continental, como Franco Armani (112), Enzo Pérez (110), Sergio Aquino (107) e Weverton (100). A marca dimensiona a longevidade e a regularidade do goleiro brasileiro, que passa a integrar uma relação de nomes associados à permanência, à hierarquia e à construção de uma carreira profundamente ligada ao torneio.
113 jogos | Ever Hugo Almeida (Olimpia) e Fábio (Vasco da Gama, Cruzeiro e Fluminense)
112 jogos | Franco Armani (Atlético Nacional e River Plate)
110 jogos | Enzo Pérez (Estudiantes, River Plate e Argentinos Juniors)
107 jogos | Sergio Aquino (Cerro Porteño e Libertad)
100 jogos | Weverton (Athletico Paranaense e Palmeiras)
99 jogos | Lucas Pratto (Universidad Católica, Vélez Sarsfield, Atlético Mineiro, River Plate e Olimpia)
98 jogos | Giorgian de Arrascaeta (Defensor Sporting, Cruzeiro e Flamengo) e Ignacio Fernández (Atlético Mineiro e River Plate)
96 jogos | Vladimir Soria (Jorge Wilstermann e Bolívar)
A progressão do recorde de presenças na CONMEBOL Libertadores
A CONMEBOL Libertadores também pode ser contada por meio de seus nomes mais persistentes: aqueles jogadores que fizeram da Copa uma parte central de suas carreiras e foram elevando, ano após ano, o limite de presenças no torneio.
Desde aquele registro inaugural dominado por jogadores do Peñarol em 1960 até a extensa longevidade de Ever Hugo Almeida, o recorde atravessou diferentes épocas, clubes e lendas do continente.
Em 2026, essa linha histórica ganhou um novo capítulo: Fábio, goleiro do Fluminense, igualou a marca do histórico arqueiro do Olimpia e passou a dividir o topo de uma lista que resume mais de seis décadas de continuidade, hierarquia e pertencimento à Copa.
1960 | 7 jogadores (Peñarol) | 7 partidas
1961 | L. Maidana, W. Aguerre e W. Martínez (Peñarol) | 13 partidas
1962 - 1965 | Luis Maidana (Peñarol) | 29 partidas
1966 | Juan Joya (Peñarol) | 43 partidas
1967 | Roberto Matosas (River Plate) | 51 partidas
1968 | Juan Joya e Néstor Gonçalves (Peñarol) | 59 partidas
1969 | Juan Joya (Peñarol) | 69 partidas
1970 | Néstor Gonçalves (Peñarol) | 77 partidas
1971 - 1978 | Alberto Spencer | 88 partidas
1979 - 1987 | Pedro Virgilio Rocha (Palmeiras) | 89 partidas
1988 | Willington Ortiz (América de Cali) | 92 partidas
1989 - 2026 | Ever Hugo Almeida (Olimpia) | 113 partidas
2026 | Ever Hugo Almeida (Olimpia) e Fábio (Fluminense) | 113 partidas