- Apenas nove jogadores que foram campeões da CONMEBOL Libertadores conseguiram levantar o troféu também como treinadores.
- A Argentina lidera essa lista com cinco representantes, aos quais se somam dois brasileiros e dois uruguaios, respectivamente.
A CONMEBOL Libertadores é a obsessão de todos os jogadores e treinadores que, em algum momento, tiveram a oportunidade de participar da competição mais importante do continente. Se conquistá-la já é um marco na carreira de cada um deles, fazê-lo em ambos os papéis — como jogador e posteriormente como treinador — é ingressar diretamente no olimpo do futebol sul-americano. Essa categoria seletíssima reúne nove protagonistas que marcaram seus nomes de forma definitiva na história da Copa.
Humberto Maschio
Foi peça-chave no Racing Club (Argentina) campeão da edição de 1967, que ficou conhecido como ‘O time de José’ pela identidade imposta por seu treinador, Juan José Pizzuti.
Apenas seis anos depois, já como técnico, conduziu o Independiente (Argentina) — eterno rival do Racing — ao título diante do Colo Colo (Chile): o Rojo venceu o terceiro jogo decisivo, disputado no estádio Centenario de Montevidéu, após empatar os dois primeiros confrontos por 1-1 e 0-0 na Argentina e no Chile, respectivamente.
Roberto Ferreiro
O histórico defensor do Independiente foi o primeiro a alcançar o feito duplo defendendo a mesma camisa: celebrou como jogador com o Independiente (Argentina) em 1964 e 1965. A edição de 1974 o encontrou como treinador, tornando-se pioneiro da dupla conquista com um mesmo clube.
Luis Cubilla
O uruguaio conquistou a CONMEBOL Libertadores vestindo as camisas dos dois clubes protagonistas do clássico mais antigo do futebol sul-americano: Peñarol e Nacional. Com o ‘Carbonero’, foi campeão em 1960 e 1961, enquanto o ‘Bolso’ o viu triunfar em 1970. Anos depois, alcançou o topo como treinador no Olimpia (Paraguai), em 1979 e 1990.
Juan Martín Mugica
Nascido no departamento de Paysandú, o defensor uruguaio construiu um forte vínculo com o Nacional (Uruguai). Disputou 267 partidas com essa camisa e foi campeão da CONMEBOL Libertadores em 1971. Em 1980, já como treinador, deu o título ao clube que o formou e o viu crescer.
José Omar Pastoriza
O Pato foi símbolo do Independiente (Argentina): ídolo como jogador e histórico como treinador, fez parte da dinastia que transformou o clube em sinônimo de CONMEBOL Libertadores — levantou o troféu como jogador em 1972 e como treinador em 1984.
Nery Pumpido
Após ser campeão do mundo com a Seleção Argentina no México 1986, Pumpido fechou uma temporada perfeita contribuindo desde o gol na primeira conquista do River Plate (Argentina) na competição continental. Em 2002, à frente do Olimpia (Paraguai), voltou a comemorar no que, até hoje, é seu último título da CONMEBOL Libertadores.
Marcelo Gallardo
Foi o fio condutor do fim dos 19 anos de jejum do River (Argentina) na competição: campeão em 1996 como jogador, voltou a dar o título ao clube em 2015 como treinador e estrategista. Três anos depois, na última final disputada em formato de ida e volta, celebrou diante do Boca Juniors — seu eterno rival — e permitiu aos de Núñez levantar a quarta taça de sua rica história.
Renato Gaúcho
A lista também tem seu capítulo brasileiro: Renato Gaúcho foi herói do Grêmio como jogador na edição de 1983 — peça-chave na final diante do Peñarol —; mais de três décadas depois, repetiu a conquista como treinador em 2017 pelo ‘Tricolor’.
Filipe Luís
Após uma destacada passagem pela Europa e títulos com a seleção brasileira, Filipe Luís retornou ao seu país para vestir a camisa do Flamengo (Brasil). Atuando pelo Mengão, alcançou a Glória Eterna em 2019 (diante do River) e em 2022 (contra o Athletico Paranaense).
Poucos meses depois de encerrar a carreira como jogador, assumiu o comando técnico do Flamengo em setembro de 2024. Sua experiência e conhecimento do futebol sul-americano, somados ao grande desempenho da equipe, permitiram que conquistasse a CONMEBOL Libertadores 2025, tornando-se o caso mais recente de protagonistas que celebraram nos dois papéis.