- Deportivo Cuenca e San Lorenzo empataram por 0 a 0 no Equador, em um duelo que colocou frente a frente as duas equipes mais bem posicionadas no Grupo D da CONMEBOL Sudamericana.
- Facundo Ferrero, goleiro argentino do Cuenca, foi determinante para impedir a derrota de sua equipe, que perdeu apenas uma das cinco partidas que disputou como mandante contra rivais argentinos em torneios CONMEBOL.
O San Lorenzo viajou à altitude de Cuenca com um antecedente favorável no passado recente: pela segunda rodada da atual edição da Grande Conquista, havia derrotado o elenco comandado pelo argentino Jorge Célico por 2 a 0. Desta vez, diante de sua torcida no Alejandro Serrano Aguilar, os Morlacos somaram um ponto que os mantém nas primeiras posições a duas rodadas do desfecho.
O duelo começou com uma boa notícia para as duas equipes: Recoleta FC, do Paraguai, e Santos, do Brasil, os outros dois integrantes do grupo, haviam empatado por 1 a 1 em solo guarani poucos minutos antes, mantendo-se na terceira e na quarta posição da tabela, respectivamente.
No primeiro tempo, com Nahuel Barrios como condutor, o San Lorenzo foi crescendo em sua proposta e passou a gerar perigo a partir da sempre inquietante presença de Alexis Cuello e Rodrigo Auzmendi como opções de gol. Ambos apareceram, em diferentes ocasiões, para romper a monotonia e transformar, pouco a pouco, Ferrero em figura: o goleiro teve duas intervenções importantes na etapa inicial.
Pelo lado do Deportivo Cuenca, o equatoriano Jorge Ordóñez era o fator de desequilíbrio que, em ações individuais, preocupava a defesa do Ciclón. O meio-campista de 30 anos, que ainda não conseguiu marcar na atual edição da CONMEBOL Sudamericana, finalizou duas vezes diante do paraguaio Orlando Gill, mas em ambas as oportunidades seus chutes saíram desviados.
Gustavo Álvarez mexeu no banco de reservas no intervalo. Substituiu Barrios — um dos jogadores mais desequilibrantes da equipe argentina até aquele momento — e Juan Cruz Rattalino para promover as entradas de Facundo Gulli e Matías Reali, respectivamente. As mudanças surtiram efeito: o San Lorenzo passou a vencer mais duelos no meio-campo e a construir mais associações ofensivas, sobretudo pelo lado direito.
Mas essa posse não se traduziu em gols — pelo contrário. A ambição de buscar a vitória fez com que o Ciclón se descuidasse na reta final. A dois minutos do apito final do chileno José Cabero, o equatoriano Yeltzin Erique avançou pela esquerda, entrou na área do San Lorenzo e Gill abafou seu grito de gol com uma defesa de puro reflexo.
O empate tem sabor agridoce para ambos. O San Lorenzo, ao menos na prévia, esperava voltar do Equador com os três pontos; já o Deportivo Cuenca, atuando como mandante, não soube capitalizar suas oportunidades para impor seu ritmo e deixou escapar a chance de chegar ao topo do grupo.
Na próxima rodada, a quinta da CONMEBOL Sudamericana, o Cuenca voltará a jogar em casa, desta vez contra o Recoleta. Já os comandados por Gustavo Álvarez viajarão ao Brasil para enfrentar o Santos.