Cienciano, o refúgio futebolístico de Maximiliano Amondarain

Maximiliano Amondarain, autor del segundo tanto de Cienciano
  • O defensor uruguaio encontrou no Cienciano um refúgio futebolístico que hoje o devolveu ao protagonismo no cenário internacional.
     
  • O experiente zagueiro, que se destacou nas categorias de base com a camisa 'charrúa', marcou o segundo gol da vitória sobre o Montevideo City Torque no jogo de ida das Quartas de Final da CONMEBOL Sudamericana.

Amondarain é um verdadeiro trotamundos. Aos 33 anos, defendeu as cores de 14 equipes diferentes entre Uruguai, País de Gales e Espanha antes de chegar ao futebol peruano, liga na qual se firmou e evoluiu até chegar ao Cienciano, equipe em que hoje é uma peça indispensável do elenco que sonha — novamente — em conquistar a CONMEBOL Sudamericana.

A Copa do Mundo que lhe abriu as portas do futebol europeu

Nascido em Montevidéu, o zagueiro foi formado nas categorias de base do Nacional, do Uruguai. Seu bom desempenho o levou à seleção de base e fez com que fosse considerado pelo treinador Juan Verzeri durante boa parte de seu processo, mas seu nome não apareceu na lista de convocados para a Copa do Mundo Sub-20 da Turquia, em 2013. A infeliz lesão de Fabricio Formiliano, já em território turco, fez com que Amondarain fosse convocado às pressas.

Ele ganhou minutos e dividiu o elenco com nomes de destaque como José María Giménez e Giorgian De Arrascaeta em uma campanha inesquecível que os levou até a final, quando foram derrotados pela seleção francesa, que tinha um Paul Pogba em grande fase.

A Copa do Mundo abriu as portas do Velho Continente para Amondarain, que chegou ao Cardiff City, então participante da Premier League. O jovem defensor não chegou a disputar partidas com a camisa do clube galês e, a partir daí, iniciou sua trajetória pela segunda divisão espanhola, alternada com retornos ao Uruguai, que se estendeu por sete anos: Elche Ilicitano, Barakaldo e Orihuela Conquense, na Espanha; e Racing Club, Progreso, Rentistas e Cerrito, em seu Uruguai natal.

Peru, o renascimento futebolístico

No início de 2022, Amondarain chegou ao Alianza Atlético Sullana, onde disputou 27 partidas e despertou o interesse de outros clubes peruanos. Passou pelo Manucci e, posteriormente, pelo Sport Boys antes de se transferir para o Cienciano.

Com a camisa da equipe peruana, soma mais de 60 aparições, com dois gols e duas assistências. Sua solidez e segurança rapidamente fizeram dele um dos pilares do esquema de Horacio Melgarejo.

Em sua segunda participação com o 'Papá' na CONMEBOL Sudamericana, Amondarain tornou-se peça fundamental: marcou o pênalti decisivo que garantiu a vitória do Cienciano sobre o Melgar na Fase Preliminar e voltou a balançar as redes nas Quartas de Final, diante do Montevideo City Torque.

O Estádio Inca Garcilaso de la Vega se transformou em sua segunda casa. Um palco que já testemunhou campanhas continentais memoráveis e inesquecíveis — como o título conquistado em 2003 — e que agora quer voltar a sonhar com grandes conquistas.