Atlético Mineiro aproveitou ao máximo suas chances para ficar com a ida diante do Bragantino

Atlético Mineiro celebra el gol de Cuello en la ida de octavos ante Bragantino
  • O 'Braga' dominou em seu estádio, mas esbarrou em Everson e na falta de eficácia, e pagou caro por isso.
  • A série será decidida na quarta-feira, 19 de agosto, às 19h, na Arena MRV, em Belo Horizonte, onde o empate basta para o 'Galo'.

O futebol dos mata-matas tem uma lei que o Atlético Mineiro conhece à perfeição: nem sempre vence quem cria mais chances. O Red Bull Bragantino dominou a ida das Oitavas de Final da CONMEBOL Sul-Americana em sua casa, em Bragança Paulista, mas o atual vice-campeão levou o 1 a 0 com a fórmula clássica dos times copeiros: organização, um goleiro gigante e a eficácia de Tomás Cuello no momento certo.

O primeiro tempo foi de estudo e terminou sem gols, com uma má notícia prematura para o 'Galo': aos 29', Lyanco sentiu um incômodo na perna esquerda após a disputa de uma bola e precisou ser substituído por Vitor Hugo. Longe de se desorganizar, a equipe de Eduardo Domínguez reafirmou sua identidade neste torneio — um bloco compacto que concede pouco — e levou o jogo para o terreno que mais lhe convém.

Na etapa final, o Bragantino se lançou de vez ao ataque. O time de Vágner Mancini terminou a noite com uma superioridade esmagadora nos números — 21 finalizações contra 10, sete no alvo contra duas —, mas do outro lado apareceu Everson para sustentar o zero com uma atuação sólida. E quando a partida pedia um desequilíbrio, ele veio do lado menos esperado: aos 28' do segundo tempo, Cleiton não conseguiu ficar com o domínio longo de Cuello e o atacante aproveitou para abrir vantagem. O argentino, que havia chegado à noite com quatro assistências no torneio e nenhum grito próprio, escolheu as Oitavas de Final para se estrear como goleador nesta Grande Conquista.

Mancini buscou a reação no banco: Gustavinho, Isidro Pitta e Marcelinho Braz tiveram minutos no segundo tempo. Enquanto isso, Domínguez respondia com pernas frescas para proteger o resultado. Não houve jeito: o 'Braga' seguiu criando e Everson seguiu respondendo, até um apito final que soou como noite perfeita para o visitante.

A série viaja agora para Belo Horizonte com o roteiro claro: na volta de quarta-feira, 19 de agosto, às 19h, na Arena MRV, o empate basta para o Atlético Mineiro se garantir nas Quartas de Final, enquanto o Bragantino é obrigado a vencer. Um triunfo por um gol de diferença levará a decisão aos pênaltis, sem prorrogação, e uma diferença maior dará a classificação direta.

Para o 'Galo', que persegue a coroa que escapou na final do ano passado, a noite confirmou sua credencial de candidato: sabe vencer séries sem precisar do controle do jogo. Para o 'Braga', que sonha em quitar a conta pendente da final de 2021, fica o consolo dos números e uma certeza incômoda: em Belo Horizonte precisará transformar em gols tudo o que desta vez Everson impediu.

O jogo em números:

  • O Atlético Mineiro encerrou uma sequência de quatro jogos sem vencer como visitante diante de equipes brasileiras em torneios CONMEBOL (2E 2D), conquistando hoje sua primeira vitória nessas condições desde o 2 a 1 sobre o América Mineiro na Libertadores 2022.
  • Tomás Cuello, do Atlético Mineiro, marcou seu primeiro gol em torneios CONMEBOL em um ano (vs. Godoy Cruz, nas oitavas de final de 2025). E o fez justamente contra a equipe que defendeu entre 2020 e 2021, pela qual somou 13 presenças na Sul-Americana.
  • Este foi o sexto jogo em que Everson, do Atlético Mineiro, fez três ou mais defesas na CONMEBOL Sul-Americana 2026 (sete hoje contra o Red Bull Bragantino). O único goleiro que supera essa marca é Jhohan Gutiérrez, do Independiente Petrolero (7).
  • José Herrera participou diretamente de mais da metade das finalizações do Red Bull Bragantino enquanto esteve em campo diante do Atlético Mineiro (6/11), com quatro chutes e dois passes para finalização, liderando sua equipe nos dois quesitos.
  • O Atlético Mineiro teve menos da metade das finalizações do Red Bull Bragantino (10 a 22), mas registrou a mesma quantidade de grandes chances (1 a 1) e de gols esperados (1,5 xG a 1,5 xG).