De Sullana para o continente: a identidade própria do Alianza Atlético

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  • O treinador argentino Federico Urciuoli apostou em reforços conhecidos para dar sua identidade ao Alianza Atlético de Sullana
     
  • O ‘Vendaval’ estreou na CONMEBOL Sudamericana com um empate por 1-1 diante do Tigre (Argentina), como mandante.
     

O início da temporada 2026 apresentou um duplo desafio para o Alianza Atlético de Sullana: a competitiva Liga 1 do Peru e a sempre desejada CONMEBOL Sudamericana. Nesse contexto, e em seus primeiros passos no cargo, o treinador argentino Federico Urciuoli trabalha na busca por uma identidade própria que permita à equipe se destacar tanto no cenário local quanto internacional.

Desde a região norte do Peru, os ‘churres’ — que disputam pela quarta vez a segunda competição mais importante a nível de clubes do continente — se apresentaram no Grupo A com um empate diante do Tigre que apenas reforçou um desenvolvimento que reflete convicção, uma ideia clara e crescimento constante.

A chegada do treinador argentino Federico Urciuoli, no início de janeiro, marcou o começo desse caminho. Com uma trajetória sólida nas divisões de acesso de seu país (especialmente no Deportivo Camioneros), o estrategista de 41 anos assumiu o compromisso de corresponder no torneio local e, ao mesmo tempo, dar à sua equipe ferramentas para competir em alto nível no cenário internacional.

Com uma experiência prévia no futebol peruano — foi auxiliar de Gustavo Álvarez no Atlético Grau em 2022 —, Urciuoli se apoiou em uma base que conhece bem: jogadores formados nas categorias de acesso do futebol argentino. Atletas com rodagem, competitivos e com forte cultura de esforço, que encontraram em Sullana um cenário ideal para dar um salto e, ao mesmo tempo, consolidar a identidade proposta por seu treinador.

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A base local, apoiada no capitão peruano Hernán Lupu, segue sendo fundamental na estrutura da equipe. A convivência entre ambas as culturas futebolísticas é, em definitiva, a marca distintiva deste Alianza Atlético: um time taticamente organizado, com muita intensidade, malícia e sempre, mas sempre, protagonista independentemente do cenário.

Reforços para impor uma identidade

Além da renovação do defensor José Villegas — pilar da equipe que garantiu a classificação para a CONMEBOL Sudamericana —, o elenco liderado por Urciuoli e seu assistente, Pablo Trento, apostou na chegada de velhos conhecidos: assim, foram incorporados sete nomes do ascenso argentino com o objetivo de fortalecer um plantel que teria que enfrentar dupla competição neste semestre.

Assim chegaram os atacantes Franco Coronel, Valentín Robaldo e Sergio Quiroga; os meio-campistas Germán Díaz, Alejo Antilef e Ariel Muñoz; e o defensor Román Suárez.

Cinco deles (Villegas, Suárez, Díaz, Muñoz e Coronel) começaram como titulares diante do Tigre na estreia pela CONMEBOL Sudamericana. Do banco, posteriormente, entraram Quiroga e Robaldo. Este último, destaque na última temporada pelo Colegiales (Primera Nacional), foi quem marcou o gol de empate diante do ‘Matador’.

Em um calendário desafiador, em uma competição que obriga a medir as próprias virtudes diante de diferentes estilos e adversários de distintas culturas futebolísticas, essa mistura proposta pelo treinador argentino pode se transformar em uma vantagem a partir da construção, desde a origem, de sua particular identidade de jogo.