Os maiores artilheiros da história da CONMEBOL Libertadores

Alberto Spencer, máximo goleador de la CONMEBOL Libertadores (Peñarol)
  • Ao longo das 66 edições disputadas até o momento, a CONMEBOL Libertadores reúne uma extensa lista de nomes que deixaram sua marca no torneio mais prestigioso do continente em nível de clubes.
     
  • Entre eles, destacam-se artilheiros que conduziram suas equipes a títulos ou que, com seus gols, entraram para a história da competição.

Dos dez maiores artilheiros da rica história da competição, apenas três ainda estão em atividade e somente um deles disputou a edição 2026 da CONMEBOL Libertadores.

Alberto Spencer (54 gols)

O equatoriano é uma das figuras mais importantes da história da Glória Eterna. Em 1960, foi o artilheiro da primeira edição, vestindo a camisa do Peñarol — com sete gols — e conduziu o 'Manya' ao seu primeiro grande título internacional.

Voltou a levantar o troféu mais cobiçado com a equipe uruguaia em outras duas ocasiões: em 1961 (marcou três gols) e em 1966, edição na qual brilhou na final contra o River Plate, com um gol no jogo de volta, disputado no Monumental, e dois na partida de desempate, em que o Peñarol venceu por 4 a 2 no Estádio Nacional de Santiago, no Chile.

Após uma passagem de sucesso pelo 'Carbonero', na qual marcou 48 gols em 70 partidas pela competição, retornou ao seu Equador natal para defender as cores do Barcelona SC. Pelo time de Guayaquil, Spencer marcou seis gols em 17 partidas na CONMEBOL Libertadores.

Fernando Morena (37 gols)

O segundo maior artilheiro da história do torneio também foi protagonista absoluto da trajetória do conjunto 'charrúa' no cenário sul-americano. Liderou a artilharia nas edições de 1974 (7 gols), 1975 (8) e 1982, com sete gols, quando finalmente conquistou a América com o Peñarol.

A série contra o Cobreloa, na decisão, foi marcada por um equilíbrio quase absoluto. No jogo de ida, em Montevidéu, empate em 0 a 0. A volta, em Santiago do Chile, teve um roteiro semelhante, e tudo parecia encaminhado para uma terceira partida de desempate em Buenos Aires. Mas Fernando Morena apareceu de forma dramática, após uma jogada ofensiva de Venancio Ramos, para finalizar com precisão diante do goleiro chileno Óscar Wirth e dar ao Peñarol sua quarta CONMEBOL Libertadores.

Pedro Rocha (37 gols)

O 'Manya' é uma referência incontornável quando o assunto é artilharia: os três maiores goleadores da história da competição defenderam suas cores. Pedro Rocha, uruguaio nascido em Salto, entrou para as páginas mais importantes da história do Peñarol após conquistar a CONMEBOL Libertadores em três oportunidades (1960, 1961 e 1966).

Marcou 26 gols pelo clube uruguaio antes de se transferir para o São Paulo, equipe com a qual chegou à final da edição de 1974 (dividiu a artilharia com Morena), na qual foi derrotado pelo Independiente de Ricardo Bochini na partida de desempate.

Dezenove anos depois de sua primeira participação no torneio, Rocha acrescentou mais um gol ao seu currículo com a camisa do Palmeiras, na edição de 1979, na vitória por 4 a 0 sobre o Alianza Lima, do Peru, pela fase de grupos.

Daniel Onega (31 gols)

O 'Fantasma' detém um recorde que permanece vigente até hoje: é o jogador que mais marcou gols em uma única edição da CONMEBOL Libertadores. Foi em 1966, quando balançou as redes 17 vezes com a camisa do River Plate para conduzir o 'Millonario' à final, na qual seria derrotado pelo Peñarol.

O atacante argentino, que disputou mais de 200 partidas pelo clube de Núñez ao longo de sua carreira, soma 31 gols em 47 jogos na Glória Eterna e é um dos dois nomes entre os maiores artilheiros que não conseguiram conquistar o título da competição.

Gabriel Barbosa (31 gols)

Gabriel Barbosa Almeida fez sua estreia no torneio na edição de 2018, pelo Santos. Revelado nas categorias de base do Peixe, marcou um gol em sua primeira participação, pouco antes de se transferir para o Flamengo.

Em 2019, pelo clube carioca, não apenas foi campeão como também terminou como artilheiro: em uma final memorável contra o River Plate — a primeira disputada em jogo único —, 'Gabigol' marcou dois gols nos minutos finais que permitiram ao Mengão virar a partida e conquistar sua segunda CONMEBOL Libertadores.

Voltou a ser decisivo, e artilheiro, dois anos depois. Em 2021, o Flamengo perdeu a final para o Palmeiras, apesar de 'Gabigol' novamente ter terminado como artilheiro da edição, com 11 gols (três a mais do que em 2019). Um ano depois, teve sua revanche ao conquistar o título: formou uma dupla de ataque letal com Pedro, e os dois marcaram 18 gols juntos ('Gabigol' foi responsável por seis).

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Gabriel Barbosa conquistó la CONMEBOL Libertadores en 2019 con Flamengo

Miguel Ángel Borja (31 gols)

O atacante colombiano estreou na CONMEBOL Libertadores defendendo o Independiente Santa Fe, em 2015. Uma temporada depois, aos 23 anos, foi contratado pelo Atlético Nacional e, em apenas quatro partidas, encontrou seu lugar na história do 'Verde Paisa'.

Marcou os quatro gols do Atlético Nacional na série das Semifinais contra o São Paulo (vitórias por 2 a 0 fora de casa e 2 a 1 na Colômbia). E marcou o gol decisivo no jogo de volta da Final contra o Independiente del Valle, no Estádio Atanasio Girardot, em Medellín, para o placar agregado de 2 a 1 a favor do time colombiano, que assim conquistou a Glória Eterna pela segunda vez, após a primeira grande celebração em 1989.

Julio César Morales (30 gols)

O atacante 'charrúa' foi um dos grandes símbolos do Nacional. Foi protagonista, com três gols, da primeira grande conquista continental da equipe de Montevidéu, em 1971, quando o time derrotou o Estudiantes de La Plata — que chegava à edição como tricampeão — na partida de desempate, em Lima.

Ao retornar do Austria Viena, clube que defendeu por seis temporadas, 'Cascarilla' voltou a ser peça fundamental no esquema de Juan Martín Mujica, que conquistou a segunda CONMEBOL Libertadores do Nacional, em 1980. Com a camisa do 'Bolso', Morales marcou 30 gols em 76 partidas no torneio mais importante do continente.

Lucas Pratto (30 gols)

O 'Oso' é o segundo maior artilheiro argentino da CONMEBOL Libertadores, a apenas um gol de Daniel Onega, seu compatriota. Disputou sua primeira competição internacional em 2011, pela Universidad Católica, do Chile, e logo em sua estreia marcou seis gols em dez partidas.

Disputou quatro edições do torneio pelo Vélez Sarsfield, clube no qual se tornou referência e ídolo, com números que, em várias oportunidades, ajudaram a equipe argentina a alcançar as fases eliminatórias: foram oito gols em 33 partidas. Em duas participações pelo Atlético Mineiro, único clube brasileiro pelo qual disputou a competição, marcou sete gols e teve as Quartas de Final como melhor campanha, em 2016.

Seu maior feito na CONMEBOL Libertadores veio durante sua destacada passagem pelo River Plate. Foi campeão da América em 2018, em uma final épica — a última disputada em jogos de ida e volta — contra o Boca Juniors: marcou no primeiro jogo, em 'La Bombonera', e empatou a partida de volta, no Santiago Bernabéu, encaminhando a posterior vitória por 3 a 1 do 'Millonario'.

Pratto, o único entre os dez maiores artilheiros do torneio a disputar a edição 2026 (pelo Coquimbo Unido), soma 30 gols em 93 partidas.

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Lucas Pratto, delantero de River Plate, celebra su gol ante Boca Juniors en 2018

Luizão (29 gols)

Luiz Carlos Bombonato Goulart, o atacante brasileiro, levantou o troféu máximo com duas equipes: conquistou a CONMEBOL Libertadores de 1998 com o Vasco da Gama e repetiu o feito, sete anos depois, com o São Paulo.

Embora seu maior feito individual tenha acontecido na edição de 2000: defendendo o Corinthians, alcançou a extraordinária marca de 15 gols (superada apenas pelos 17 de Onega em 1966), embora a campanha do Timão tenha terminado nas Semifinais, quando foi eliminado pelo Palmeiras nos pênaltis, após um empate agregado em 6 a 6.

Juan Carlos Sarnari (29 gols)

'El Nene' entrou para a história internacional do River Plate como o primeiro jogador do clube argentino a marcar um gol na CONMEBOL Libertadores. Foi em 1966, quando o 'Millonario' derrotou o Boca Juniors, seu maior rival, por 2 a 1, em uma partida na qual Sarnari abriu o placar. O jogador de Santa Fe foi o capitão na Final daquela mesma edição, na qual o time da 'Banda' foi derrotado pelo Peñarol.

Anos mais tarde, alcançaria as Semifinais com a Universidad Católica, em 1969, em uma destacada campanha individual na qual marcou seis gols em 13 partidas. Nunca conseguiu conquistar a Glória Eterna, mas sua trajetória na CONMEBOL Libertadores será sempre lembrada pelos 29 gols que marcou em suas passagens por River Plate, Universidad Católica, Universidad de Chile e Independiente Santa Fe.