O Coquimbo Unido arrancou um empate nos acréscimos diante do Nacional

Coquimbo Unido festejó en el final ante Nacional
  • O Coquimbo Unido conseguiu um empate dramático aos 94 minutos diante do Nacional
     
  • O capitão Sebastián Coates foi peça-chave no ‘Bolso’ diante de um anfitrião que nunca desistiu e encontrou sua recompensa no final

O Nacional já saboreava uma vitória indispensável para começar a construir sua caminhada no Grupo B da CONMEBOL Libertadores. O Coquimbo Unido, que perdia em casa desde os 22 minutos do primeiro tempo, se frustrava a cada tentativa ofensiva sem sucesso.

Mas no futebol basta um instante para mudar a história. Os ‘Piratas’ nunca desistiram e, com o coração e a esperança em mãos, buscaram o empate até o último lance. No ato final da noite, aos 94 minutos, a insistência foi recompensada: Manuel Fernández aproveitou um erro da defesa uruguaia e marcou o 1-1 definitivo. O estádio, que havia passado da ansiedade à frustração, explodiu em um desabafo que resumiu o espírito de uma equipe que se recusou a aceitar a derrota.

Até então, o Nacional havia construído sua vantagem graças à presença de Sebastián Coates, cuja atuação vai além do que mostram os números: embora a súmula registre seu gol, não refletirá que ele também salvou sua equipe de forma heroica a dez minutos do fim, ao tirar a bola sobre a linha após uma cabeçada de Manuel Fernández, quando o goleiro Ignacio Suárez já estava batido e o empate parecia inevitável. Foi a imagem perfeita de liderança: gol em uma área, salvada na outra e a sensação de que tudo passava por ele.

“Temos a responsabilidade de estar à altura da história”, havia dito Coates na entrevista prévia à CONMEBOL — e cumpriu sua promessa. O zagueiro de 35 anos apareceu em todo o seu esplendor quando, aos 22 minutos do primeiro tempo, subiu como se tocasse o céu e cabeceou de forma indefensável para colocar sua equipe em vantagem no ‘Coloso del Llano’. A partir daí, o Nacional buscou controlar o ritmo do jogo, apoiado em sua experiência e na capacidade de administrar os momentos de pressão do adversário.

Foi um gol construído sobre a hierarquia e a experiência de dois veteranos uruguaios que retornaram ao clube com o objetivo de fazer história. A fórmula promete render muitos frutos ao time comandado por Jorge Bava, não apenas pela presença dominante de Coates dentro da área, com seus quase dois metros: a qualidade na bola parada de Nicolás Lodeiro completa o conjunto. Até sua saída aos 60 minutos, o talentoso e incansável meio-campista de 37 anos influenciou o andamento da partida com cada uma de suas intervenções.

No entanto, a saída de Lodeiro impactou no jogo, e o Coquimbo Unido assumiu o protagonismo com mudanças vindas do banco que ampliaram suas opções ofensivas. Especialmente valiosa foi a entrada de Lucas Pratto, de longa trajetória no torneio, que acabou participando da jogada final. Com o passar dos minutos, o ‘Tricolor’ recuou e passou a se apoiar na solidez defensiva de Coates e na entrega incansável de Lucas Rodríguez, outro destaque da noite.

O desfecho deixou uma lição para os protagonistas e um aviso ao restante da competição: na CONMEBOL Libertadores, os jogos só terminam quando realmente acabam. A defesa de Coates sobre a linha parecia encerrar definitivamente a esperança dos ‘Piratas’, mas o Coquimbo teve sua revanche: novamente surgiu Manuel Fernández, outro experiente jogador de 37 anos, para aproveitar um rebote do jovem goleiro Ignacio Suárez — que substituiu o lesionado Luis Mejía, afastado por lesão sofrida durante os últimos amistosos com a Seleção do Panamá — e garantir um ponto com sabor de vitória, enquanto o Nacional ficou com a sensação de ter tido o jogo nas mãos e vê-lo escapar no último suspiro.