Estudiantes se agarrou à mística “Pincha” para garantir sua classificação dramática às Oitavas de Final

Estudiantes clasificó a Octavos de Final
  • Estudiantes escreveu mais um capítulo memorável de sua rica história na CONMEBOL Libertadores.
     
  • Tetracampeão e sempre protagonista, o “Pincha” celebrou uma noite inesquecível.

Estudiantes escreveu mais uma página histórica de sua mística copeira na CONMEBOL Libertadores: apesar da notável resistência do Independiente Medellín, quando a partida parecia destinada a um empate que o deixaria fora de forma prematura, fez valer sua tradição de tetracampeão da América e encontrou o gol da classificação em um dos últimos suspiros.

Foi Mikel Amondarain, no terceiro minuto dos acréscimos do segundo tempo, quem apareceu no coração da área para marcar um gol que, mais do que um gol, foi um desabafo. O Estudiantes se abraçou em uma celebração ensurdecedora e interminável, enquanto o Independiente Medellín, que disputará a CONMEBOL Sudamericana, sofreu um desfecho doloroso depois de sua grande atuação.

Sem Tiago Palacios, peça fundamental na estrutura de Eduardo Domínguez durante toda a campanha continental, o “Pincha” entrou em campo disposto a buscar a vitória a partir do impacto estrutural de Guido Carrillo. Com a camisa 9 nas costas, o experiente goleador de 35 anos é o talismã ofensivo da equipe de La Plata e a referência em torno da qual orbita a estrutura “Pincha”. Facundo Farías, que entrou no time titular, mostrou boas intenções em um início positivo do anfitrião.

Mas o Independiente Medellín soube sofrer e, com o passar dos minutos, foi se acomodando à pressão do ambiente, à exigência do cenário e ao próprio jogo. Com um grande trabalho coletivo, “El Poderoso de la Montaña” fechou suas linhas, bloqueou corredores e asfixiou um Estudiantes que foi se frustrando e até precisou da participação de seu goleiro Fernando Muslera para evitar que sua meta fosse vazada.

A cada minuto sem gols, o relógio também começou a se transformar em rival do “Pincha”. A defesa colombiana não entregava espaços e, quando o Estudiantes ameaçava decifrar o enigma, o goleiro Eder Chaux aparecia em todo o seu esplendor como último foco de resistência. Foi assim aos 29 minutos do segundo tempo, quando eternizou uma defesa memorável em cabeçada de Santiago Núñez que tinha destino certo no ângulo superior direito.

Mas o Estudiantes, ainda mais na CONMEBOL Libertadores, sempre tem uma chance a mais. O Independiente Medellín resistia com valentia e já saboreava as Oitavas de Final quando Carrillo ganhou pelo alto dentro da área, Alexis Castro recolocou a bola em direção ao segundo pau com uma cabeçada e o jovem Amondarain, jogador formado nas categorias de base do clube, empurrou para o gol também de cabeça, desatando uma celebração interminável em La Plata.

O jogo em números

  • O Estudiantes voltou a vencer um rival colombiano em competições CONMEBOL, depois de uma derrota para o Atlético Nacional em 2017, por 1-0, e um empate contra o Independiente Medellín nesta edição, por 1-1. A última vitória também havia sido como mandante, diante do Atlético Nacional, por 1-0, em 2017.
     
  • Com 21 finalizações no total, esta foi a terceira vez em que o Estudiantes superou a marca de 20 em partidas de 2026, entre CONMEBOL Libertadores e Liga Profissional Argentina. Anteriormente, havia registrado 25 contra o Cusco, na CONMEBOL Libertadores, em vitória por 2-1, e diante do Central Córdoba, no torneio doméstico, em triunfo por 5-0.
     
  • O Estudiantes registrou 72% de posse de bola nesta noite contra o DIM. Foi a maior marca para uma equipe argentina em uma partida desta CONMEBOL Libertadores, superando os 69,5% do Argentinos Juniors diante do Barcelona de Guayaquil, em fevereiro.
     
  • Eder Chaux, goleiro do DIM, realizou sete defesas nesta noite contra o Estudiantes de La Plata, o maior registro de um goleiro do Medellín nesta CONMEBOL Libertadores.
     
  • Guido Carrillo liderou o Estudiantes de La Plata nesta noite em finalizações totais (5), assistências para finalização (3), toques na área adversária (10), duelos vencidos (8) e duelos aéreos vencidos (6).