Cruzeiro quebra a invencibilidade do Boca Juniors

000_A9AK79B.jpg
  • Com um jogador a mais durante todo o segundo tempo, após a expulsão de Adam Bareiro, a equipe brasileira conseguiu o 1 a 0 aos 38’ da etapa final graças a um gol de Néiser Villarreal
     
  • Agora, as equipes ficaram igualadas com seis pontos no Grupo D da CONMEBOL Libertadores
     

Na prévia do clássico contra o Atlético Mineiro pelo Brasileirão, o Cruzeiro quebrou a invencibilidade que o Boca mantinha há 14 partidas em todas as competições. Venceu por 1 a 0 em Belo Horizonte, com gol do atacante colombiano Néiser Villarreal aos 83 minutos, pela terceira rodada do Grupo D da CONMEBOL Libertadores 2026, para ficar ao lado da equipe argentina com seis pontos em uma disputa que pode ganhar a companhia da Universidad Católica do Chile nesta quarta-feira, caso some três pontos em sua visita ao Barcelona, no Equador.

O primeiro tempo teve mais discussões e cartões amarelos do que situações de gol. Otávio e Leandro Brey, goleiros de Cruzeiro e Boca, mal precisaram intervir em lances de perigo. O restante foi um início com domínio do mandante e, depois, algumas sequências de passes dispersas do visitante. O que predominou foi a fricção. A tal ponto que a expulsão de Adam Bareiro por dupla advertência, determinada pelo árbitro uruguaio Esteban Ostojich já nos acréscimos, confirmou a tônica de uma primeira etapa em que houve outros cinco cartões amarelos, três para cada lado. O Boca teria de jogar o segundo tempo com um a menos.

Na etapa final, dois desmarques do zagueiro brasileiro Fabricio Bruno geraram situações de perigo dentro da área do Boca e foram sinais do que viria. A formação de uma linha de cinco após uma mudança de Claudio Úbeda — Nicolás Figal no lugar de Tomás Aranda — recuou o Boca, que até então não sofria qualquer pressão avassaladora do Cruzeiro. Uma diagonal de Kaio Jorge terminou em finalização do atacante, exigindo a primeira grande defesa de Brey. Na segunda diagonal de Kaio Jorge, o lance virou cruzamento para o coração da pequena área e gol do colombiano Villarreal, de 20 anos, que chegou em janeiro vindo do Millonarios, de seu país.

Imagem
000_A9AK79A.jpg

Na próxima semana, pela terceira rodada da CONMEBOL Libertadores 2026, o Boca enfrentará o Barcelona do Equador em Guayaquil, enquanto o Cruzeiro jogará no Chile contra a Universidad Católica. Após as recriminações cara a cara, os empurrões e os confrontos entre os jogadores depois do apito final da vitória do Cruzeiro sobre o Boca em Belo Horizonte, a temperatura sobe no Grupo D da competição.

O jogo em dados

  • Néiser Villarreal (Cruzeiro) marcou em sua primeira intervenção com a bola, sete minutos e 38 segundos após sair do banco. É seu primeiro gol em competições maiores da CONMEBOL, depois de ter sido o artilheiro do CONMEBOL Sub-20 2025, com oito gols em nove partidas pela Colômbia.
     
  • Esta foi a primeira vez nos registros da Opta (desde 2013) que o Cruzeiro não concede finalizações ao adversário em competições CONMEBOL. Além disso, é a primeira equipe nesse período a não permitir chutes do Boca em uma partida dessas competições.
     
  • Na segunda etapa, em que o Cruzeiro teve um jogador a mais que o Boca, a Raposa dominou a posse de bola (75% a 25%), os passes no terço final (109 a 27) e as finalizações (7 a 0), marcando o gol da vitória aos 83 minutos.
     
  • O Cruzeiro venceu cinco dos oito jogos como mandante contra o Boca em competições CONMEBOL (2E 1D), incluindo os dois confrontos mais recentes. Esta foi a segunda vitória sem sofrer gols, depois do 1 a 0 na final da Libertadores de 1977.
     
  • O Cruzeiro soma cinco partidas consecutivas sem sofrer gols contra adversários argentinos na CONMEBOL Libertadores, com três vitórias e dois empates diante de Boca, River e Huracán.
     
  • Aos 20 anos e 122 dias, Otávio (Cruzeiro) é o goleiro brasileiro mais jovem a ser titular na CONMEBOL Libertadores no século XXI, superando Fábio (20a 203d) com o Vasco diante do Deportivo Táchira em 2001.