Cruzeiro e Santa Fe comemoraram em uma rodada com três empates

Ramona Martinez y Damia Cortaza de Libertad de Paraguay
  • O Cruzeiro estreou com um 2 a 1 sobre a Liga de Quito e o Independiente Santa Fe venceu o Caracas por 3 a 2 com um gol nos acréscimos.
     
  • O Deportivo Cali arrancou um 1 a 1 diante do Libertad com um chute de 38,4 metros de Jessica Bermeo, e as quatro equipes do Grupo D ficaram com um ponto.

Um dia depois do dia de abertura, a CONMEBOL Libertadores Feminina completou a 1ª rodada em Quito com cinco jogos, duas vitórias e três empates. O Cruzeiro celebrou sua primeira apresentação no torneio com uma vitória por 2 a 1 sobre a Liga de Quito, que o deixou como líder isolado do Grupo C, e o Bolívar somou o primeiro ponto de sua história em um 2 a 2 com o Olimpia.

No Grupo D, o Deportivo Cali arrancou um 1 a 1 diante do Libertad com um chute de 38,4 metros de sua capitã, Jessica Bermeo, nos acréscimos, depois de jogar quase toda a partida com dez jogadoras. Nacional e Universidad de Chile empataram sem gols, e assim as quatro equipes do grupo ficaram com um ponto. No encerramento da rodada, o Independiente Santa Fe venceu o Caracas FC por 3 a 2 com um gol de Andrea Pérez nos acréscimos e alcançou os três pontos do Corinthians no Grupo A.

Depois do descanso de sábado, a 2ª rodada começará no domingo com os grupos A e B: o Belgrano enfrentará o Palmeiras, o Colo-Colo encarará o Independiente Santa Fe, o Independiente del Valle medirá forças com o Universitario e o Corinthians jogará contra o Caracas. Na segunda-feira, será a vez de Deportivo Cali x Nacional, Libertad x Universidad de Chile, Cruzeiro x Bolívar e Liga de Quito x Olimpia.

Deportivo Cali 1 x 1 Libertad

O Deportivo Cali jogou com dez jogadoras desde os 11' do primeiro tempo, esteve atrás no placar até os acréscimos e, mesmo assim, arrancou um empate por 1 a 1 com o Libertad no Estádio Banco Guayaquil. As vice-campeãs de 2025 e as paraguaias abriram o Grupo D com o mesmo placar com que haviam empatado na edição passada da CONMEBOL Libertadores Feminina.

A expulsão da goleira Maryory Sánchez obrigou a uma mudança precoce: Andrea Vera entrou no lugar de Melanin Aponzá. O Libertad teve quatro finalizações no gol no primeiro tempo e não permitiu nenhuma ao rival, mas Vera, que terminou a partida com quatro defesas, segurou o zero até o intervalo. A vantagem paraguaia veio aos 24' do segundo tempo, quando María Tamay serviu Ramona Martínez, que abriu o placar com um chute de fora da área.

O Cali insistiu, com Ingrid Guerra como principal articuladora, e encontrou a recompensa nos acréscimos: aos 48' do segundo tempo, sua capitã, Jessica Bermeo, acertou um chute de 38,4 metros que foi parar no fundo da rede. Antes do apito final, as colombianas estiveram perto do segundo gol em um lance em que a bola bateu duas vezes no travessão. O ponto amplia para 13 jogos a invencibilidade do Deportivo Cali na Fase de Grupos do torneio. Na segunda-feira, as 'Azucareras' enfrentarão o Nacional, e o Libertad vai medir forças com a Universidad de Chile.

O jogo em números:

  • O Deportivo Cali mantém a invencibilidade na Fase de Grupos da CONMEBOL Libertadores Feminina, depois de 13 jogos disputados (11V 2E). Os dois empates foram pelo mesmo placar (1 a 1), ambos diante do Libertad.
     
  • María Tamay (Libertad) deu sua primeira assistência na CONMEBOL Libertadores Feminina. A meio-campista paraguaia já tinha uma participação direta em gol, marcando justamente contra o mesmo adversário de hoje, o Deportivo Cali, em 2025.
     
  • O gol de Jessica Bermeo (Deportivo Cali) que empatou a partida contra o Libertad é o de mais longa distância (38,4 m) da CONMEBOL Libertadores Feminina desde o gol de Tifani Molina, do Alianza Lima, contra a Ferroviária em 2025 (47,6 m).
     
  • Ramona Martínez (Libertad) marcou seu terceiro gol na CONMEBOL Libertadores Feminina, considerando as últimas cinco edições. É a segunda vez nesse período que ela marca na estreia de sua equipe, depois de fazê-lo pelo Limpeño contra o Always Ready em 2023.
     
  • Ingrid Guerra deu dois passes para finalização nesta partida e é a jogadora com mais passes desse tipo pelo Deportivo Cali na CONMEBOL Libertadores Feminina desde 2022, com 18. Além disso, também é a jogadora com mais finalizações pelas Azucareras no mesmo período, com 29.
     
  • O Libertad teve quatro finalizações no gol e não concedeu nenhuma no primeiro tempo, deixando o Deportivo Cali com o menor número de chutes no alvo em um primeiro tempo em suas últimas quatro participações na CONMEBOL Libertadores Feminina (igualado com o jogo contra o Nacional no ano passado).
     
  • Andrea Vera (Deportivo Cali) fez quatro defesas mesmo tendo entrado do banco nesta partida. É a terceira maior marca de uma goleira que começou o jogo como reserva na CONMEBOL Libertadores Feminina nos últimos cinco anos, atrás das cinco de Paula Valencia (Always Ready x Deportivo Cali) e das nove de Katherine Oñate (Deportivo Lara x Santiago Morning), ambas em 2022.

Bolívar 2 x 2 Olimpia

O Bolívar fez sua estreia na CONMEBOL Libertadores Feminina com um empate por 2 a 2 com o Olimpia no Estádio Rodrigo Paz Delgado, na abertura do Grupo C. A 'Academia', que chegou a Quito depois de conquistar pela primeira vez a liga de seu país, saiu na frente, ficou atrás no placar e empatou no segundo tempo para somar o primeiro ponto de sua história no torneio.

O início foi eletrizante. Aos 5' do primeiro tempo, a brasileira Clenilda marcou o primeiro gol do Bolívar na competição, com assistência de sua goleira, Enyuli López, e um minuto depois Pamela Villalba empatou para o Olimpia. A equipe paraguaia virou o placar aos 2' do segundo tempo, com o gol de Erika Cartaman, mas Carla Méndez decretou o 2 a 2 aos 26' da mesma etapa.

O Bolívar, que marcou seus dois gols com apenas três finalizações no gol, enfrentará o Cruzeiro na segunda-feira, enquanto o Olimpia vai medir forças com a Liga de Quito. A estreia boliviana deixou, além disso, uma marca: Itziar Camacho, que entrou no segundo tempo, tornou-se, aos 17 anos e 56 dias, a jogadora mais jovem a atuar por um clube da Bolívia nas últimas cinco edições do torneio.

O jogo em números:

  • O Bolívar teve 1,1 xG (gols esperados) neste confronto com o Olimpia. É a segunda maior marca de uma equipe boliviana nas últimas cinco edições da CONMEBOL Libertadores Feminina, atrás dos 1,4 do Always Ready, diante do mesmo adversário, em 2022.
     
  • O Bolívar marcou dois gols com apenas três finalizações no gol hoje contra o Olimpia. É a primeira vez nas últimas cinco edições da CONMEBOL Libertadores Feminina que uma equipe da Bolívia marca dois gols com três ou menos chutes no alvo.
     
  • Enyuli López (Bolívar) tornou-se a primeira goleira das últimas cinco edições da CONMEBOL Libertadores Feminina a dar uma assistência, que serviu para abrir o placar contra o Olimpia.
     
  • Clenilda (Bolívar) é a única jogadora não boliviana a marcar por uma equipe da Bolívia nas últimas cinco edições da CONMEBOL Libertadores Feminina. A brasileira já havia marcado contra o Deportivo Cali pelo Always Ready e hoje contra o Olimpia.
     
  • O Olimpia começou perdendo, mas aos seis minutos de jogo empatou com o gol de Pamela Villalba. É a primeira vez nas últimas cinco edições da CONMEBOL Libertadores Feminina que uma equipe empata uma partida antes dos 10 minutos de jogo depois de sair atrás no placar.
     
  • Itziar Camacho, do Bolívar, entrou no segundo tempo contra o Olimpia e, aos 17 anos e 56 dias, é a jogadora mais jovem a disputar uma partida da CONMEBOL Libertadores Feminina por uma equipe boliviana, considerando as últimas cinco edições.

Nacional 0 x 0 Universidad de Chile

Nacional e Universidad de Chile repetiram o 0 a 0 do confronto de 2025 e completaram a 1ª rodada do Grupo D no Estádio Banco Guayaquil. Com esse resultado, as quatro equipes do grupo chegarão à segunda rodada, na segunda-feira, empatadas com um ponto cada.

A Universidad de Chile tomou a iniciativa do início ao fim: terminou com 66% de posse de bola, 20 finalizações e 26 cruzamentos, e permitiu ao Nacional apenas um chute no gol. Valentina Díaz foi uma das jogadoras mais ativas da equipe, com três passes para finalização e três chutes. Rebeca Fernández arriscou de fora da área aos 11' do primeiro tempo, e Gabriela García esteve perto de abrir o placar nos acréscimos dessa etapa, com um chute que saiu por pouco.

Na etapa final, a 'U' buscou alternativas no banco. Llanka Groff, que entrou aos 19' do segundo tempo, arriscou um chute de média distância aos 30', que a goleira do Nacional desviou para escanteio. O 'Bolso', que contou com a sul-africana Sinoxolo Cesane, segurou o zero até o fim e levou um ponto diante da equipe que mais insistiu.

O jogo em números:

  • A Universidad de Chile segue invicta e sem sofrer gols diante de adversários do Uruguai na CONMEBOL Libertadores Feminina. Além do 0 a 0 de hoje, venceu o Peñarol por 1 a 0 na edição de 2020 e já havia empatado sem gols com o Bolso em 2025.
     
  • A Universidad de Chile teve 66% de posse de bola contra o Nacional. É sua segunda maior marca de posse em uma partida nas últimas cinco edições da CONMEBOL Libertadores Feminina, superada apenas pelos 68% contra o Libertad no ano passado.
     
  • Sinoxolo Cesane (Nacional), da África do Sul, é a segunda jogadora africana a disputar uma partida nas últimas cinco edições da CONMEBOL Libertadores Feminina, depois de Diana Borges (Alianza Lima), de Cabo Verde, em 2025.
     
  • A Universidad de Chile permitiu apenas uma finalização no gol do Nacional nesta partida, a menor marca nesse quesito para a U nas últimas cinco edições da CONMEBOL Libertadores Feminina.
     
  • A Universidad de Chile registrou 20 finalizações e 26 cruzamentos hoje contra o Nacional. É a segunda vez que atinge esses números nas duas estatísticas em uma partida nas últimas cinco edições da CONMEBOL Libertadores Feminina, depois do jogo contra o IDV em 2022, com 20 chutes e 24 cruzamentos.
     
  • Valentina Díaz (Universidad de Chile) deu três passes para finalização e finalizou três vezes, tornando-se a primeira jogadora da U a criar 3+ chances e registrar 3+ finalizações em uma mesma partida nas últimas cinco edições da CONMEBOL Libertadores Feminina.

Cruzeiro 2 x 1 Liga de Quito

O Cruzeiro comemorou sua estreia na CONMEBOL Libertadores Feminina com uma vitória por 2 a 1 sobre a Liga de Quito no Estádio Rodrigo Paz Delgado, a casa do clube equatoriano. As 'Cabulosas' somaram os primeiros três pontos de sua história no torneio e assumiram a liderança isolada do Grupo C, à frente de Bolívar e Olimpia.

Gisseli abriu o placar aos 9' do primeiro tempo e marcou o primeiro gol do clube na competição. A Liga de Quito reagiu com a bola, que acabou controlando com 59% de posse, e chegou ao empate aos 35' do primeiro tempo: a defensora Justine Cuadra aproveitou um rebote dentro da área para fazer o 1 a 1 com que as equipes foram para o intervalo.

O gol da vitória saiu aos 19' do segundo tempo, quando Marília lançou Byanca Brasil, que avançou e finalizou na saída da goleira. A Liga de Quito pressionou até o fim e terminou a partida com 23 finalizações contra 15, mas parou em Camila Rodrigues, que fez várias defesas e, nos acréscimos, levou a melhor em um cara a cara. O Cruzeiro, que criou as chances mais claras (2,0 gols esperados contra 1,4), tentará repetir o resultado na segunda-feira diante do Bolívar.

O jogo em números:

  • A LDU Quito teve mais posse de bola que o Cruzeiro nesta partida (59% a 41%) e também finalizou mais vezes no total (23 a 15). No entanto, as Cabulosas acumularam mais gols esperados (xG): 2,0 xG a 1,4 xG.
     
  • É a terceira vez nas últimas cinco edições da CONMEBOL Libertadores Feminina que uma equipe do Equador supera uma do Brasil em finalizações: Club Ñañas contra a Ferroviária (13 a 12) em 2022, IDV contra o mesmo adversário (19 a 11) em 2024 e hoje a Liga de Quito contra o Cruzeiro (23 a 15).
     
  • Contando a partir de 2022, Byanca Brasil (Cruzeiro) marcou seu quarto gol na CONMEBOL Libertadores Feminina, depois de ter balançado as redes três vezes em 2022. Ela já havia marcado contra uma equipe do Equador: pelo Palmeiras, diante do IDV.
     
  • As equipes do Brasil venceram sete dos últimos nove confrontos contra adversários do Equador na CONMEBOL Libertadores Feminina (2E). É a primeira vez nessa sequência que a vitória fica com uma equipe que não é do estado de São Paulo.
     
  • Justine Cuadra (Liga de Quito) é a terceira defensora equatoriana a marcar em uma partida nas últimas cinco edições da CONMEBOL Libertadores Feminina. Antes, haviam marcado Analiz Zambrano contra a Ferroviária e Karen Litardo contra o Peñarol, ambas pelo IDV em 2024.
     
  • Esta partida entre Cruzeiro e LDU Quito teve três bolas na trave, sendo já o segundo jogo desta edição 2026 da CONMEBOL Libertadores Feminina com pelo menos essa quantidade de finalizações no poste, ao lado de Deportivo Cali x Libertad (4).
     
  • Justine Cuadra (Liga de Quito) acertou 91% de seus passes (37 de 41), o quinto melhor aproveitamento no quesito para uma jogadora equatoriana nas últimas cinco edições da CONMEBOL Libertadores Feminina, entre as que tentaram 40 ou mais passes.

Caracas FC 2 x 3 Independiente Santa Fe

O Independiente Santa Fe venceu o Caracas FC por 3 a 2 com um gol de Andrea Pérez nos acréscimos, na partida remarcada que completou a 1ª rodada da CONMEBOL Libertadores Feminina no Estádio Rodrigo Paz Delgado. A equipe colombiana, vice-campeã do torneio em 2021 e 2024, alcançou os três pontos do Corinthians no Grupo A.

O Caracas saiu na frente aos 26' do primeiro tempo: após uma revisão do VAR por falta sobre María Maza dentro da área, Emaiver Mota converteu o pênalti. O Independiente Santa Fe teve um gol anulado aos 39', empatou aos 44' com uma cabeçada de Katherine Valbuena e, nos acréscimos, foi para o intervalo em vantagem graças a um pênalti cobrado por Mariana Zamorano.

As duas equipes fizeram duas substituições no intervalo, e o Caracas chegou logo ao empate: aos 2' do segundo tempo, Fabiola Solórzano finalizou para fazer 2 a 2. O Independiente Santa Fe fez mais duas substituições aos 20' do segundo tempo, com as entradas de Brenda Cardona e Gabriela Huertas, e depois lançou Isabella Díaz. Quando o jogo se encaminhava para o empate, aos 47' do segundo tempo, Andrea Pérez marcou o gol da vitória da equipe colombiana. No domingo, o Caracas enfrentará o Corinthians, enquanto o Independiente Santa Fe medirá forças com o Colo-Colo.

O jogo em números:

  • Desde 2023, esta é a primeira vez que o Santa Fe consegue uma virada na CONMEBOL Libertadores Feminina após sofrer o primeiro gol da partida. Anteriormente, havia registrado dois empates e três derrotas nessas circunstâncias.
     
  • Andrea Pérez e Mariana Zamorano são a quarta e a quinta jogadoras do Santa Fe a marcar um gol e dar uma assistência em uma mesma partida da CONMEBOL Libertadores Feminina desde 2023. As outras três conseguiram o feito também em um único jogo: na vitória por 7 a 0 sobre o Always Ready, em 2025 (Karla Vianchá, Ysaura Viso e Mariana Muñoz).
     
  • Com este resultado, as equipes colombianas chegaram a quatro vitórias consecutivas contra adversários venezuelanos na CONMEBOL Libertadores Feminina. No entanto, foi a primeira vez nessa sequência que sofreram gols dessas equipes.
     
  • Apesar de ter apenas uma ligeira vantagem na posse de bola diante do Caracas (53% a 47%), o Santa Fe finalizou quase três vezes mais que a equipe venezuelana (20 a 6) e registrou um número superior de gols esperados (2,5 xG contra 1,2 xG).
     
  • Manuela González (Santa Fe) realizou sete finalizações contra o Caracas, o maior número registrado por uma jogadora da equipe colombiana em uma única partida da CONMEBOL Libertadores Feminina desde 2023
     
  • Adrianny Luna (Caracas) liderou a equipe venezuelana em ações com a bola (48), passes totais (40), recuperações de bola (9) e cortes (3, empatada com Emaiver Mota) na partida contra o Santa Fe.