- A CONMEBOL Libertadores Feminina começou no Equador com uma rodada repleta de emoções.
- O Corinthians iniciou com o pé direito a busca pelo sétimo título diante do Colo-Colo, enquanto o Belgrano empatou com o Independiente del Valle em sua estreia continental.
O Equador já vibra com a CONMEBOL Libertadores Feminina. A competição começou neste 15 de outubro com três partidas de alta intensidade, que abriram os Grupos A e B do torneio. Em Quito, o Corinthians iniciou com o pé direito uma nova caminhada rumo ao troféu continental, em busca de seu sétimo título e do quarto consecutivo. A atuação deixou um recado para as demais equipes participantes: destronar as Brabas não será tarefa fácil.
Na primeira partida do dia, pelo Grupo B, o Belgrano teve uma estreia internacional promissora diante do Independiente del Valle, quarto colocado em 2024, em uma tarde que terminou com a divisão dos pontos. Campeão da edição de 2022, o Palmeiras venceu o Universitario e lidera a disputa por uma vaga nas Quartas de Final.
Após o reagendamento da partida entre Caracas F.C. e Independiente Santa Fe para 16 de outubro, a programação de sexta-feira contará com cinco confrontos: Bolívar enfrentará o Olimpia e Cruzeiro jogará contra a Liga de Quito pelo Grupo C, enquanto Deportivo Cali medirá forças com o Libertad e Nacional enfrentará a Universidad de Chile pelo Grupo D.
Corinthians 2 x 0 Colo-Colo
As outras quinze equipes que disputam a CONMEBOL Libertadores Feminina compartilham um desafio: destronar o Corinthians para conquistar o troféu mais cobiçado do continente. Hexacampeãs e vencedoras das últimas três edições, as brasileiras iniciaram a defesa do título com uma vitória por 2 a 0 sobre o Colo-Colo no Estádio Rodrigo Paz Delgado, em Quito. O primeiro passo na busca pelo sétimo título.
As Brabas precisaram de apenas quatro minutos para abrir o placar: Andressa Alves lançou Vic Albuquerque, que avançou até a entrada da área e superou Ryann Torrero com um chute de esquerda. Uma participação decisiva de uma jogadora que mantém sua veia artilheira ao longo das diferentes edições do torneio. O Colo-Colo buscou o empate e teve uma oportunidade com Yenny Acuña, mas a goleira Letícia fez a defesa para preservar a vantagem.
O gol logo no início não desestabilizou a equipe chilena, que contou com a experiência de suas jogadoras para manter o confronto equilibrado. Com Korina Clavijo precisa na distribuição de jogo, o Colo-Colo conseguiu limitar as oportunidades das campeãs e obrigá-las a administrar uma vantagem mínima durante boa parte da partida. O Corinthians criou poucas chances no primeiro tempo, mas encontrou na eficiência de Vic Albuquerque o recurso para ir ao intervalo em vantagem.
Na segunda etapa, Jaqueline sofreu uma falta dentro da área e, após revisão do VAR, converteu o pênalti que definiu o resultado. Assim, o Corinthians conquistou seus primeiros três pontos no Grupo A e enfrentará o Caracas na próxima rodada, enquanto as chilenas terão pela frente o Independiente Santa Fe.
O jogo em números
- O XI inicial do Colo-Colo teve média de idade de 30 anos e 205 dias, a mais alta registrada por uma equipe em uma partida das últimas cinco edições da CONMEBOL Libertadores Feminina.
- O Colo-Colo permitiu apenas três finalizações do Corinthians no primeiro tempo, cedendo ao Timão somente 0,19 xG. Foi o menor número de finalizações e de gols esperados do clube brasileiro em uma primeira etapa nas suas últimas cinco participações na CONMEBOL Libertadores Feminina.
- Vic Albuquerque abriu o placar para o Corinthians e se juntou à companheira Gabi Zanotti como as únicas jogadoras a marcar em quatro edições diferentes da CONMEBOL Libertadores Feminina, pelo menos desde 2022. Ela anotou dois gols em 2022, três em 2023, um em 2024 e um neste ano.
- Desde 2022, o Corinthians chegou ao seu décimo gol de pênalti na CONMEBOL Libertadores Feminina. Jaqueline já havia marcado dessa forma pelo Timão nesse período, diante do Always Ready, em 2023.
- Victoria Albuquerque (Corinthians) marcou aos 4min13s, anotando o gol mais rápido das Brabas na CONMEBOL Libertadores Feminina desde o de Ariel Godoi contra o Always Ready, em 2025, aos 1min19s.
- Korina Clavijo (Colo-Colo) acertou 90% dos passes que tentou neste confronto contra o Corinthians (36/40). Considerando as últimas cinco edições da CONMEBOL Libertadores Feminina, esta é a terceira melhor marca de uma jogadora do Cacique nesse quesito, atrás apenas de Yanara Aedo (94%) e da própria Clavijo (95%), ambas contra o Always Ready no ano passado (mínimo de 30 passes tentados).
Independiente del Valle 1 x 1 Belgrano
O primeiro gol, o primeiro ponto e uma tarde para recordar: o Belgrano começou sua história na CONMEBOL Libertadores Feminina com um empate por 1 a 1 diante do Independiente del Valle, no Estádio Banco Guayaquil. As 'Piratas' saíram na frente com Alaides Paz, mas as 'Dragonas' reagiram antes do intervalo e chegaram ao empate com um pênalti convertido por Karen Páez. Uma estreia com pontos divididos no Grupo B, em uma partida cujas emoções se concentraram no primeiro tempo.
O Belgrano aproveitou uma de suas primeiras investidas para escrever uma página especial de sua história. Aos 23 minutos do primeiro tempo, Raquel Polich encontrou espaço para dar o passe a Paz, que finalizou diante de Alice Tosta e marcou o primeiro gol da equipe de Córdoba na competição. A experiência da autora da assistência e a precisão da atacante se combinaram para colocar em vantagem uma equipe que precisou de poucas ações ofensivas para fazer a diferença no placar.
O Independiente del Valle respondeu com uma pressão constante e conseguiu o empate antes do intervalo, quando Páez converteu uma cobrança de pênalti. Com Claudia Roldán como uma de suas principais articuladoras, as equatorianas criaram oportunidades para tentar completar a virada. O Belgrano precisou trabalhar para segurar o empate diante de umas 'Dragonas' que exigiram boas intervenções de Agustina Sánchez e mantiveram a pressão sobre o gol argentino durante a segunda etapa.
O placar não voltou a mudar, e as duas equipes somaram um ponto para iniciar suas campanhas. O Independiente del Valle deu sequência ao bom momento no cenário internacional, enquanto o Belgrano completou sua estreia continental, embora tenha terminado com dez jogadoras após a expulsão de Nicolle Amaya pelo segundo cartão amarelo nos minutos finais. Na próxima rodada, as 'Dragonas' enfrentarão o Universitario, enquanto as 'Piratas' terão pela frente o Palmeiras.
O jogo em números
- Este empate representa apenas a terceira vez que uma equipe do Equador evita a derrota diante de um adversário argentino na CONMEBOL Libertadores Feminina. Nas três ocasiões, o placar foi o mesmo (1 a 1): além do confronto de hoje, Deportivo Quito contra San Lorenzo, em 2009, e Unión Española contra River Plate, em 2017.
- O Independiente del Valle chegou a cinco partidas de invencibilidade na Fase de Grupos da CONMEBOL Libertadores Feminina (3V e 2E), a maior sequência invicta de uma equipe equatoriana nesta etapa da competição.
- O Belgrano abriu o placar aos 23 minutos e foi para o intervalo com apenas duas finalizações. É a primeira equipe argentina a marcar um gol com somente duas finalizações no primeiro tempo nas últimas cinco edições da CONMEBOL Libertadores Feminina.
- O Independiente del Valle registrou 16 finalizações diante do Belgrano, acumulando 2,3 gols esperados (xG). É o maior índice de xG das Dragonas considerando suas últimas quatro participações na CONMEBOL Libertadores Feminina.
- Raquel Polich (Belgrano) deu uma assistência nesta partida aos 34 anos e 190 dias de idade. Considerando as últimas cinco edições da CONMEBOL Libertadores Feminina, é a terceira jogadora argentina mais velha a dar um passe para gol, atrás de Fabiana Vallejos, pelo Santiago Morning contra o Deportivo Lara em 2022 (37 anos e 82 dias), e Andrea Ojeda, pelo Boca Juniors contra o América de Cali em 2023 (38 anos e 262 dias).
- Claudia Roldán (Dragonas IDV) deu três passes para finalização nesta partida contra o Belgrano. Com isso, consolidou-se como a jogadora da equipe equatoriana com mais passes desse tipo na CONMEBOL Libertadores Feminina, com 20 no total.
Universitario 0 x 1 Palmeiras
O Palmeiras tomou a iniciativa desde o início e encontrou em um gol de Brena a diferença necessária para vencer o Universitario por 1 a 0, no Estádio Banco Guayaquil. As brasileiras dominaram a posse de bola e criaram as principais oportunidades, mas precisaram esperar até o apito final para garantir seus primeiros três pontos no Grupo B. Do outro lado, uma atuação de destaque de Mia Shalit manteve a equipe peruana na disputa.
O gol saiu aos 13 minutos, quando Brena aproveitou um rebote após uma finalização de Emily e superou a goleira do Universitario. Com Pati Maldaner como ponto de partida para uma circulação de bola precisa, o Verdão instalou seu jogo no campo adversário e fechou os caminhos para o próprio gol. A U foi para o intervalo sem conseguir finalizar, embora as intervenções de Shalit tenham impedido que a diferença fosse maior.
O segundo tempo manteve a mesma tendência. O Palmeiras continuou criando oportunidades e teve a chance de ampliar a vantagem em um pênalti marcado após falta sobre Brena, mas Maldaner acertou a trave na cobrança. Shalit sustentou a resistência peruana e deu à sua equipe a possibilidade de buscar o empate na reta final. O Universitario passou a se lançar ao ataque, e Sofía Oxandabarat teve uma chance clara perto dos 40 minutos do segundo tempo, quando a partida ainda estava em aberto.
O Palmeiras preservou a vantagem e venceu em uma estreia na qual combinou domínio da posse de bola e profundidade ofensiva, embora tenha faltado precisão para definir o confronto mais cedo. A vitória colocou o time na liderança do grupo, à frente de Independiente del Valle e Belgrano. As argentinas serão suas próximas adversárias, enquanto o Universitario enfrentará as Dragonas.
O jogo em números
- O Palmeiras acumula sete vitórias consecutivas na Fase de Grupos da CONMEBOL Libertadores Feminina. Apenas Santos (17V) e Deportivo Cali (9V) conseguiram alcançar uma sequência de sete ou mais triunfos em algum momento da competição.
- Sofía Oxandabarat (Universitario) é uma das nove jogadoras que disputaram a CONMEBOL Libertadores Feminina por mais equipes diferentes nas últimas cinco edições (3): pelo Defensor Sporting em 2022, pelo Nacional em 2025 e pela U neste ano.
- O Palmeiras entrou em campo com o XI inicial de maior média de idade de uma equipe brasileira na CONMEBOL Libertadores Feminina, com 30 anos e 86 dias, desde o Santos contra o Olimpia em 2024 (30 anos e 94 dias).
- Mia Shalit (Universitario) realizou oito defesas contra o Palmeiras, o maior número registrado por uma goleira de uma equipe peruana em uma partida das últimas cinco edições da CONMEBOL Libertadores Feminina. Além disso, registrou 1,95 gol evitado, a terceira maior marca em uma partida da competição nesse período.
- O Palmeiras não permitiu nenhuma finalização do Universitario no primeiro tempo, sendo a primeira vez que o Verdão termina uma etapa inicial sem conceder chutes na CONMEBOL Libertadores Feminina.
- Pati Maldaner (Palmeiras) realizou 107 passes, dos quais 101 foram certos. Ambos os números representam recordes para uma jogadora da equipe brasileira na CONMEBOL Libertadores Feminina.
- O Palmeiras registrou 77% de posse de bola contra o Universitario. É o maior índice de posse em uma partida das últimas cinco edições da CONMEBOL Libertadores Feminina, ao lado do Independiente del Valle contra o Always Ready em 2025. Além disso, a equipe alcançou a maior precisão de passes de um time na competição nesse período (89%).
- O Universitario foi superado pelo Palmeiras em finalizações (4 a 27), embora três de suas quatro tentativas tenham ocorrido após os 70 minutos. A equipe peruana também registrou a finalização com o maior valor de gols esperados nesse período: o chute de Sofía Oxandabarat aos 80 minutos (0,23 xG).