- O Peñarol empatou fora de casa contra o Santa Fe após noventa minutos vibrantes
- A aparição de Arezo foi determinante para a equipe de Diego Aguirre
A noite no estádio El Campín foi se apagando com um empate que deixou sensações distintas. O Peñarol resistiu, ajustou suas peças e acabou encontrando sua recompensa no momento certo: foi 1-1 diante do Independiente Santa Fe, no fechamento da primeira rodada do Grupo F da CONMEBOL Libertadores.
O início teve os uruguaios tentando assumir o controle da bola, buscando amplitude e profundidade pelos lados, mas sem conseguir ferir com clareza. O Santa Fe, desconfortável no começo, encontrou respiro em uma bola parada: aos 20 minutos, um escanteio cobrado por Ómar Fernández caiu na área e, em meio a um emaranhado de jogadores, Emanuel Olivera apareceu para cabecear e abrir o placar.
O gol ajustou os mandantes e esfriou o ritmo. Com a vantagem, o time de Bogotá administrou a posse sem acelerar, enquanto o Peñarol foi se apagando, sem encontrar caminhos nem conexões no terço final. Durante longos trechos, o jogo foi disputado longe das áreas.
Mas o segundo tempo mudou o ritmo. O Santa Fe pareceu assumir definitivamente o controle com a entrada de Kilian Toscano, que deu outra dinâmica ao meio-campo. No entanto, quando o jogo parecia pender totalmente a favor dos anfitriões, surgiu o golpe inesperado.
Aos 14 minutos do segundo tempo, em uma transição rápida após a saída do goleiro Sebastián Britos — que substituiu o suspenso Washington Aguerre —, Matías Arezo recebeu a bola no campo adversário, avançou com decisão, deixou marcadores pelo caminho e finalizou com um chute forte, impossível para o goleiro Weimar Asprilla. Um golpe que recolocou o Peñarol no jogo, uma genialidade para que os ‘Carboneros’ alcançassem o empate graças à hierarquia, criatividade e talento de uma de suas principais figuras.
Foi um momento especial para Arezo, que marcou seu primeiro gol na CONMEBOL Libertadores. O atacante chegou a cinco gols com o Peñarol em 10 partidas em competições CONMEBOL (quatro na Sudamericana), tornando-se o segundo maior artilheiro do clube nessas competições desde 2023, atrás apenas dos oito gols em 20 jogos de Maximiliano Silvera.
O empate abalou os mandantes, que reagiram imediatamente. Poucos minutos depois, Víctor Moreno teve a chance do segundo gol após outro escanteio, mas falhou na finalização com o gol à disposição, graças à intervenção de Lucas Ferreira, uma das figuras da noite. Foi o momento que poderia ter mudado a história e acabou escapando.
A partir daí, até o fim, o jogo ficou equilibrado, aberto, sem um dono claro. Houve iniciativa, mas faltou precisão, especialmente nos pés do talentoso Leonardo Fernández, líder em finalizações (4), passes para finalização (4), toques (69), passes completos (34), passes no último terço (19), cruzamentos (10) e dribles certos (4).
Assim, entre tentativas e desgaste, o empate acabou se confirmando como um resultado que teve sabor melhor para o Peñarol, que soube resistir e golpear no momento certo, diante de um Santa Fe que desperdiçou sua oportunidade em casa.
Diego Aguirre, como já havia dito antes da partida, ficou satisfeito com a divisão de pontos que parecia difícil diante do domínio local. Na próxima rodada, o Santa Fe visitará o Corinthians, em São Paulo, enquanto o Peñarol voltará a Montevidéu para receber o Platense, em um grupo que já começa a mostrar seus primeiros contornos.